Audi revela design para a Fórmula 1: veja como será o primeiro monolugar da marca alemã

“Ao entrar para o auge do desporto motorizado, a Audi está a fazer uma declaração clara e ambiciosa”, afirma o CEO da Audi, Gernot Döllner. “É o próximo capítulo na renovação da marca. A Fórmula 1 será um catalisador da mudança rumo a uma Audi mais leve, mais rápida e mais inovadora.”

Automonitor
Novembro 13, 2025
11:36

A 115 dias da sua primeira corrida na Fórmula 1, a Audi apresenta uma antevisão da presença da marca na categoria rainha do desporto motorizado, no seu Brand Experience Center, em Munique. Tal como acontecerá nos futuros modelos de produção, a Audi irá levar para a pista, e para além dela, uma presença sem compromissos.

“Ao entrar para o auge do desporto motorizado, a Audi está a fazer uma declaração clara e ambiciosa”, afirma o CEO da Audi, Gernot Döllner. “É o próximo capítulo na renovação da marca. A Fórmula 1 será um catalisador da mudança rumo a uma Audi mais leve, mais rápida e mais inovadora.”

Segundo Döllner, a Audi entra na categoria com um plano ambicioso, mas realista: “Não entramos na Fórmula 1 apenas para marcar presença. Queremos ganhar. Ao mesmo tempo, sabemos que não se torna uma equipa de topo da noite para o dia. É preciso tempo, perseverança e uma constante capacidade de questionar o status quo. Até 2030, queremos lutar pelo título de Campeões do Mundo.”

A equipa de Fórmula 1 irá liderar a nova identidade da Marca Audi

O Audi R26 Concept é uma declaração clara e antecipa o esquema de cores e o design do primeiro monolugar de Fórmula 1 da marca, que será apresentado em janeiro. Esta identidade visual baseia-se na filosofia de design recentemente introduzida e nos seus quatro princípios: simples, técnico, inteligente e emocional. “Estamos a implementar uma linguagem de design unificadora que reúne todos os aspetos da nossa organização”, afirma Massimo Frascella, Chief Creative Officer da Audi. “Este passo torna o projeto de Fórmula 1 pioneiro da nova identidade da Marca, que será aplicada no futuro tanto à equipa de F1 como à Audi no seu todo.”

O R26 Concept é uma das primeiras expressões desta nova identidade visual

Superfícies gráficas minimalistas, definidas por cortes geométricos precisos, integram-se de forma harmoniosa na geometria do monolugar. A paleta de cores inclui titânio, carbon black e o recém-introduzido vermelho Audi. Como parte desta identidade, a Audi vai utilizar também aros vermelhos, aplicados de forma seletiva para destacar a sua presença na Fórmula 1.

A F1 como palco global para demonstrar a “Vanguarda da Técnica”

O projeto de Fórmula 1 é um marco estratégico para a Audi, refletindo a reinvenção tecnológica, cultural e empresarial da Marca. Pretende inspirar tanto clientes como colaboradores. O desenvolvimento e a competição decorrem dentro de um enquadramento economicamente atrativo: o teto orçamental, aplicado a todas as equipas, garante um orçamento e condições claramente definidos, enquanto o alcance global da Fórmula 1 oferece forte visibilidade de Marca e oportunidades de patrocínio.

A Fórmula 1 tem sido, durante décadas, uma plataforma desportiva globalmente instituída e, com mais de 820 milhões de fãs, é a modalidade desportiva mais popular do mundo. Em 2024, cerca de 1,6 mil milhões de telespectadores acompanharam as corridas. As equipas de Fórmula 1 têm atualmente avaliações financeiras na ordem dos milhares de milhões. A futura equipa Audi de F1 já conta com três grandes corporações globais como parceiras – adidas, bp e o futuro patrocinador principal Revolut – e existe um forte interesse em apoiar a entrada da Audi na Fórmula 1.

Para entrar na Fórmula 1, a Audi adquiriu na totalidade o Grupo Sauber, na Suíça, no início deste ano, criando, assim, as condições para integrar o fundo soberano do Qatar como investidor. No comando do Projeto Audi F1 estão dois gestores experientes da categoria: Mattia Binotto (ex-Ferrari) e Jonathan Wheatley (ex-Red Bull), que reportam diretamente ao CEO da Audi, Gernot Döllner. No que diz respeito aos pilotos, a marca aposta numa combinação de experiência e juventude, com o experiente Nico Hülkenberg (Alemanha) e o jovem talento Gabriel Bortoleto (Brasil).

“A Fórmula 1 é mais do que um desporto motorizado”, afirma Jürgen Rittersberger, CFO da AUDI AG. “É entretenimento, emoção, tecnologia – e também um desafio. Mas é precisamente esta combinação que nos leva onde queremos chegar: inspirar novos grupos de clientes para a Audi.”

“Com o enorme alcance da Fórmula 1, temos a oportunidade de atrair novos clientes para a nossa marca – especialmente no segmento mais jovem, onde a Fórmula 1 está a crescer rapidamente. Graças ao teto orçamental, a Fórmula 1 é também mais financeiramente sustentável do que nunca. Quando analisamos o desenvolvimento das oportunidades de patrocínio, as avaliações das equipas e o potencial global de receitas na Fórmula 1, uma coisa torna-se clara: este caminho faz todo o sentido para a Audi – também do ponto de vista económico”, indicou o responsável.

Do legado no desporto motorizado ao estatuto de estreante na Fórmula 1

O desporto motorizado faz parte do ADN da Audi e sempre foi uma força motriz para o progresso tecnológico e a inovação. Desde o primeiro carro de Grande Prémio com motor central, passando pelo quattro de tração integral nos ralis, até aos motores Diesel, híbridos e elétricos em Le Mans, na Fórmula E e no Rali Dakar, a Audi conduziu todos os seus projetos desportivos ao sucesso com determinação, coragem, perseverança e espírito de equipa, abrindo sempre novos caminhos. A entrada na Fórmula 1 pretende dar continuidade a esse legado.

O auge do desporto motorizado é considerado o laboratório de testes mais exigente do mundo. Os curtos ciclos de desenvolvimento, as cadeias de decisão reduzidas e a agilidade nas decisões pretendem servir de modelo para toda a empresa. Ao mesmo tempo, a Audi mantém-se próxima dos avanços tecnológicos e dos novos materiais. Graças à competição aberta, a Fórmula 1 atua como impulsionador tecnológico tanto para a mobilidade elétrica como para os combustíveis sintéticos sustentáveis (e-fuels) – temas altamente relevantes também para os modelos de produção. Nestes dois domínios, os regulamentos oferecem grande liberdade e espaço para inovação.

As profundas alterações ao regulamento técnico da Fórmula 1 a partir de 2026 representam uma oportunidade ideal para a Audi, enquanto estreante, entrar no auge do desporto motorizado. Todos os concorrentes terão de se familiarizar com novos regulamentos e tecnologias ao mesmo tempo, tanto ao nível do chassis como do grupo motopropulsor.

Marcos e o caminho rumo à Fórmula 1

Desde a primavera de 2022, a Audi tem vindo a desenvolver a unidade motriz para a Fórmula 1 em Neuburg an der Donau – o único local operacional de uma equipa de F1 na Alemanha. Consiste num motor de combustão interna (ICE) V6 com uma cilindrada de 1,6 litros e sobrealimentação turbo, num sistema de recuperação de energia (ERS), incluindo armazenamento de energia (ES) e uma unidade geradora elétrica (MGU-K), bem como numa unidade de controlo eletrónico (CU-K).

Para além da unidade motriz, a caixa de velocidades também está a ser desenvolvida em Neuburg. Os novos regulamentos técnicos para todo o conjunto mecânico dos F1 centram-se numa maior relevância para os veículos de estrada, com um novo conceito híbrido. A potência do motor elétrico foi triplicada e, no futuro, estará a um nível comparável ao do motor de combustão, que será alimentado por combustíveis sustentáveis a partir de 2026. A Audi trabalha exclusivamente com a empresa britânica bp neste domínio desde 2022.

O desenvolvimento conceptual do conjunto mecânico do F1 ‘made in Germany’ começou em 2022. Apenas dois anos depois, toda a mecânica funcionou dinamicamente como uma unidade pela primeira vez numa simulação de corrida no banco de ensaios. As simulações virtuais e as ferramentas de desenvolvimento digital são particularmente importantes, uma vez que os regulamentos impedem testar os novos motores em pista até início de 2026.

Tal como no desenvolvimento de produtos na Audi, os simuladores de condução, as ferramentas digitais e os métodos desempenham um papel significativo no processo de desenvolvimento. As primeiras unidades motrizes para utilização em pista já foram concluídas e serão enviadas a partir de Neuburg an der Donau para os respetivos locais a partir de dezembro.

A equipa desenvolve e constrói os monolugares na F1 Factory em Hinwil. A localização suíça é também responsável pelo planeamento e execução das operações de corrida. Além disso, um escritório tecnológico está em funcionamento em Bicester, Reino Unido, desde o verão de 2025. A presença no chamado ‘Motorsport Valley’ dá à equipa acesso a conhecimento adicional em F1. Existe uma cooperação técnica intensiva entre os locais para explorar totalmente as vantagens e as oportunidades de uma equipa de fábrica, através da integração perfeita do motor e do chassis.

Primeira corrida na Fórmula 1

A futura equipa Audi F1 fará a sua estreia pública oficial no lançamento da equipa, em janeiro de 2026. Pouco depois, os primeiros testes oficiais com os monolugares de Fórmula 1 de nova geração terão lugar no final de janeiro em Barcelona, Espanha ainda a portas fechadas. Durante testes adicionais no Bahrain (11–13 de fevereiro e 18–20 de fevereiro), a equipa de fábrica da Audi irá testar em Fórmula 1 pela primeira vez em público, antes da tão aguardada estreia da marca na categoria de topo do desporto motorizado em Melbourne, Austrália, de 6 a 8 de março

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