Greta Thunberg foi banida de Veneza durante 48 horas e multada em cerca de 154 euros, depois de ter participado num protesto do movimento Extinction Rebellion que tingiu de verde as águas do Grande Canal. Segundo o ‘The Independent’, outros 35 ativistas receberam a mesma sanção. O grupo afirmou ter utilizado um corante inofensivo, destinado a alertar para os “efeitos massivos do colapso climático”.
A manifestação coincidiu com o final da COP30, a conferência das Nações Unidas que decorreu no Brasil. Além da alteração da cor da água, os ativistas exibiram uma faixa com a frase “Parem o Ecocídio” na Ponte Rialto e encenaram um protesto relâmpago, com participantes vestidos de vermelho e véus sobre o rosto a moverem-se lentamente entre turistas.
Críticas políticas e reações no terreno
Luca Zaia, governador da região do Véneto, condenou a ação como “um ato desrespeitoso para com a cidade, a sua história e a sua fragilidade”, alertando ainda para potenciais consequências ambientais. No entanto, alguns visitantes consideraram o protesto legítimo e útil para expor a incapacidade dos líderes mundiais em enfrentar eficazmente a crise climática.
O Extinction Rebellion revelou que iniciativas semelhantes ocorreram em dez cidades italianas, incluindo o tingimento de fontes em Génova e Pádua e de rios em Turim, Bolonha e Taranto. O movimento acusou ainda o governo liderado por Giorgia Meloni de bloquear medidas climáticas mais ambiciosas na COP30.
Um acordo climático considerado “fraco”
As negociações da COP30 prolongaram-se além do previsto e aproximavam-se do fim com um desfecho que, segundo especialistas ouvidos pela ‘Associated Press’, deverá desiludir países e defensores de maior urgência na eliminação dos combustíveis fósseis. Observadores indicaram que a estrutura geral do acordo já está definida, apesar de persistirem pontos de discórdia.
Jasper Inventor, antigo negociador das Filipinas e atualmente no Greenpeace Internacional, classificou o resultado como “fraco”. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirmou existir um acordo que necessitará de explicações detalhadas devido à sua complexidade.
Contudo, a proposta para um roteiro global de transição para longe do carvão, petróleo e gás — defendida por mais de 80 países e pelo próprio Brasil — não será incluída no documento final. Em alternativa, a equipa de Corrêa do Lago apresentará mais tarde um plano separado, sem a força vinculativa de um acordo oficial adotado pelas Nações Unidas.
🟩 ACQUE VERDI IN TUTTA ITALIA 🟩
Torino, Bologna, Milano, Parma, Taranto, Venezia, Trieste, Palermo, Padova e Genova.
Extinction Rebellion ha colorato di verde le acque di 10 città italiane per denunciare le politiche ecocide del governo italiano. pic.twitter.com/guwk3bOVvB— Extinction Rebellion Italia (@XrItaly) November 22, 2025














