Quatro ativistas portugueses que participaram numa flotilha humanitária com destino a Gaza e foram detidos por Israel terão de pagar os custos da viagem de regresso a Portugal. De acordo com o Correio da Manhã (CM), o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) já enviou a fatura aos participantes: Mariana Mortágua, Sofia Aparício, Miguel Duarte e Diogo Chaves.
O Estado português adiantou o valor da viagem “por razões logísticas e de ordem prática”, dado que não foi possível contactar os ativistas antes do transporte. Segundo o CM, o MNE comunicou que o custo será agora suportado pelos próprios cidadãos, através de um ofício enviado aos quatro envolvidos.
O documento inclui também um formulário que permite solicitar o reembolso do valor, conforme as regras do regulamento consular. Os ativistas, no entanto, foram apanhados de surpresa, pois ainda não tinham recebido oficialmente a notificação quando souberam da cobrança.
Os quatro portugueses regressaram a Portugal na noite de domingo, depois de libertados pelas autoridades israelitas.
O caso levanta novas questões sobre o apoio prestado pelo Estado a cidadãos detidos no estrangeiro e sobre os mecanismos de reembolso previstos pelo MNE em situações de emergência.














