Atenção pais, vêm aí 2 dias de greves: Amanhã são os não-docentes, depois é a Função Pública (escolas avisam que podem não abrir)

O setor da educação em Portugal prepara-se para dois dias consecutivos de greve, previstos para quinta e sexta-feira desta semana, com impacto significativo no funcionamento das escolas e serviços de apoio aos alunos. Assim, se tem filhos em idade escolar, conte com dois dias bastante complicados e que podem significar várias escolas fechadas.

Pedro Gonçalves
Outubro 22, 2025
11:29

O setor da educação em Portugal prepara-se para dois dias consecutivos de greve, previstos para quinta e sexta-feira desta semana, com impacto significativo no funcionamento das escolas e serviços de apoio aos alunos. Assim, se tem filhos em idade escolar, conte com dois dias bastante complicados e que podem significar várias escolas fechadas, por falta de funcionários não-docentes, amanhã, e, na sexta-feira, por falta de funcionários docentes e não-docentes.

A Executive Digest teve acesso a mensagens enviadas aos encarregados de educação de alunos de uma escola de Lisboa em que se deixa precisamente o aviso de que as atividades letivas podem estar condicionadas pelas greves. “Em virtude do pré-aviso de greve para 23 e 24 de outubro de 2025 dos trabalhadores da Administração Pública, o agrupamento não pode garantir antecipadamente a abertura das escolas, estas só abrem se estiverem reunidas as condições de segurança”, alerta a direção da escola em questão.

Greve do pessoal não docente marcada para quinta-feira
Na quinta-feira, o STMO – Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Estado, das Autarquias e de Entidades com Fins Públicos e Sociais convocou uma paralisação que envolve exclusivamente o pessoal não docente. A greve poderá afetar serviços essenciais das escolas, como refeitórios, portarias e apoio administrativo, podendo levar ao encerramento de alguns estabelecimentos ou à prestação limitada de serviços.

Os sindicatos justificam a paralisação com a falta de pessoal e condições inadequadas de trabalho, que, segundo referem, têm comprometido o funcionamento normal das escolas e a qualidade do ensino.

Greve geral da função pública na sexta-feira afeta professores e funcionários
Na sexta-feira, a paralisação estende-se ao pessoal docente e não docente, em greve convocada pelo STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, e pela FENPROF – Federação Nacional dos Professores.

Os sindicatos exigem melhores salários, reforço dos quadros de pessoal e revisão das carreiras. De acordo com as estruturas sindicais, a sobrecarga de trabalho e a escassez de recursos humanos têm afetado gravemente o dia a dia das escolas.

Embora o Ministério da Educação ainda não tenha divulgado informações oficiais sobre o efeito das paralisações, fontes próximas admitiram a possibilidade de perturbações significativas no calendário escolar, aconselhando pais e encarregados de educação a contactarem as escolas para obter informações sobre a abertura ou encerramento dos estabelecimentos.

Estas greves ocorrem numa altura em que também estão previstas paralisações noutros setores da função pública, como a saúde, aumentando o impacto global sobre serviços essenciais.

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