A ASAE anunciou, esta sexta-feira, “a apreensão imediata de quatro toneladas de uvas bem como a viatura de transporte de mercadorias, tendo sido instaurado um processo-crime pela prática do crime de tráfico de produtos vitivinícolas, e procedido à identificação de um suspeito, bem como à apreensão de documentação com valor indiciário e probatório”.
Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica indicou que, “através da sua Unidade Regional do Norte, realizou uma operação direcionada ao combate ao tráfico de produtos vitivinícolas, em colaboração com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e com o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto I.P. (IVDP), para introdução ilegal de uvas na Região Demarcada do Douro”.
O objetivo, salientou, foi “detetar e reprimir a entrada ilícita de produtos vitivinícolas provenientes de outras regiões, protegendo a autenticidade dos vinhos com Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP), bem como salvaguardar a integridade económica dos agentes legítimos do setor”.
“No decurso da operação foi intercetada uma viatura em circulação no concelho de Resende, na qual se detetou a presença dissimulada de uvas provenientes de outra região, prontas para serem introduzidas de forma ilegal no circuito produtivo da região demarcada”, frisou a ASAE, lembrando que da intervenção “resultou a apreensão imediata de quatro toneladas de uvas bem como a viatura de transporte de mercadorias, tendo sido instaurado um processo-crime pela prática do crime de tráfico de produtos vitivinícolas, e procedido à identificação de um suspeito”.
“Os factos foram comunicados à Autoridade Judiciária competente, e o destino das uvas apreendidas foi a destruição por via de vinificação controlada”, indicou o organismo, garantindo que “continuará a acompanhar e a reforçar ações de inspeção no sector vitivinícola, pela sua representatividade na economia nacional, de modo a salvaguardar os géneros alimentícios de eventuais práticas enganosas, em todo o território nacional e em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos”.














