A avaliação das maiores forças armadas mundiais em 2026 evidencia que, apesar dos avanços tecnológicos, a dimensão humana continua a ser um indicador-chave do poder militar. Desde generais de alta patente até soldados em serviço ativo, as tropas permanecem essenciais para medir a capacidade de projeção de força de cada país.
O ‘Business Insider’, com base nos dados do relatório ‘The Military Balance 2025’ do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), classificou os países pelo número de militares em serviço ativo e apresentou os respetivos orçamentos de defesa referentes a 2024. O levantamento inclui aviadores, soldados, marinheiros, fuzileiros e forças de operações especiais, oferecendo uma visão sobre o potencial de ocupação territorial e de defesa interna.
Apesar de a Coreia do Norte apresentar um exército massivo, com 1,28 milhões de militares ativos, o país é conhecido por manter uma grande força de reservistas e paramilitares cujo valor militar efetivo é questionável. Segundo Mark Cancian, consultor do CSIS, “os números têm valor, mas a capacidade militar é muito mais do que isso”. Reservistas de alguns países podem não treinar há uma década, enquanto paramilitares tendem a ter utilidade limitada em conflitos convencionais.
O IISS distingue militares da ativa, reservistas e paramilitares, permitindo compreender melhor a dimensão e qualidade das forças armadas de cada nação. A tecnologia, incluindo forças aéreas, frotas navais, capacidades anfíbias e sistemas nucleares, também é determinante, complementando o número de tropas na avaliação do poder militar global.
Maiores forças armadas do mundo (2026)
China – Orçamento de defesa: 218,6 mil milhões de euros; militares ativos: 2.035.000
Índia – Orçamento de defesa: 69,2 mil milhões de euros; militares ativos: 1.476.000
EUA – Orçamento de defesa: 900,2 mil milhões de euros; militares ativos: 1.316.000
Coreia do Norte – Orçamento de defesa: não divulgado; militares ativos: 1.280.000
Rússia – Orçamento de defesa: 111,9 mil milhões de euros; militares ativos: 1.134.000
Ucrânia – Orçamento de defesa: 26,4 mil milhões de euros; militares ativos: 730.000
Paquistão – Orçamento de defesa: 7,8 mil milhões de euros; militares ativos: 660.000
Irão – Orçamento de defesa: 7,4 mil milhões de euros; militares ativos: 610.000
Etiópia – Orçamento de defesa: 580 milhões de euros; militares ativos: 503.000
Coreia do Sul – Orçamento de defesa: 40,8 mil milhões de euros; militares ativos: 500.000
Os dados mostram que, embora Estados Unidos e China possuam orçamentos extraordinariamente elevados, outros países como Índia, Coreia do Norte e Rússia mantêm enormes contingentes de pessoal ativo, refletindo prioridades estratégicas distintas.
O levantamento demonstra ainda que o tamanho da força ativa não é sinónimo direto de capacidade militar efetiva. A prontidão, a experiência, a tecnologia disponível e a sofisticação das unidades são fatores determinantes, especialmente num contexto em que a guerra moderna combina poder humano, inteligência artificial, sistemas de vigilância e armamento de precisão.














