Arruda dos Vinhos pede adiamento da segunda volta das presidenciais devido à situação de calamidade

A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos vai solicitar o adiamento da votação da segunda volta das eleições presidenciais, invocando a atual situação de calamidade e a falta de condições de segurança para garantir a realização do ato eleitoral no concelho.

Pedro Gonçalves
Fevereiro 5, 2026
17:25

A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos vai solicitar o adiamento da votação da segunda volta das eleições presidenciais, invocando a atual situação de calamidade e a falta de condições de segurança para garantir a realização do ato eleitoral no concelho.

A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos vai solicitar o adiamento da votação da segunda volta das eleições presidenciais, invocando a atual situação de calamidade e a falta de condições de segurança para garantir a realização do ato eleitoral no concelho.

A decisão foi confirmada pelo presidente da autarquia ao Correio da Manhã, numa altura em que o município enfrenta constrangimentos provocados pelo agravamento das condições meteorológicas. O autarca considera que o contexto atual compromete a normalidade do processo democrático e a proteção de eleitores e trabalhadores envolvidos na organização da votação.

“Não estão reunidas as condições para haver um ato eleitoral”, afirmou o presidente da Câmara, justificando o pedido de adiamento.

Arruda dos Vinhos não é caso único. Também Alcácer do Sal anunciou, esta quinta-feira, a intenção de adiar a votação, numa decisão igualmente associada ao impacto das condições adversas no território.

Os dois municípios juntam-se assim a um conjunto de autarquias que avaliam os riscos decorrentes do mau tempo e da eventual dificuldade de circulação, acesso às assembleias de voto e segurança de infraestruturas, fatores que podem comprometer a participação eleitoral.

Apesar dos pedidos de adiamento por parte de alguns concelhos, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) sublinha que o processo eleitoral continua, para já, calendarizado para a data prevista.

Em resposta às preocupações levantadas, a entidade refere que, embora as previsões meteorológicas apontem para instabilidade nos próximos dias, estão a ser adotadas “todas as medidas necessárias para assegurar a realização da votação na data prevista”.

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