Aquecimento eficiente: qual a temperatura ideal e como evitar perdas de calor em casa (para reduzir a fatura da eletricidade)

A chegada de uma massa de ar ártico, que traz temperaturas mais baixas e uma descida acentuada da cota de neve em várias zonas de Espanha, está a levar muitos consumidores a procurar formas eficazes de aquecer a casa sem que isso pese demasiado na carteira.

Pedro Gonçalves
Novembro 30, 2025
18:30

A chegada de uma massa de ar ártico, que traz temperaturas mais baixas e uma descida acentuada da cota de neve em várias zonas de Espanha, está a levar muitos consumidores a procurar formas eficazes de aquecer a casa sem que isso pese demasiado na carteira. Especialistas em energia garantem que reduzir custos não começa no termóstato, mas sim no isolamento da habitação, que determina o quanto do calor gerado permanece no interior.

O Instituto para a Diversificação e Poupança de Energia (IDAE), na sua Guía práctica de la energía, destaca que “pequenas melhorias no isolamento podem implicar poupanças energéticas e económicas de até 30% no aquecimento e no ar condicionado”. O organismo acrescenta ainda um dado relevante para perceber o impacto deste investimento: “Uma camada de 3 centímetros de cortiça, fibra de vidro ou poliuretano tem a mesma capacidade isolante que um muro de pedra com um metro de espessura”.

Onde se perde mais calor em casa
Além do isolamento dos telhados e das paredes, as janelas são um elemento crítico, já que o IDAE recorda que “entre 25% e 30% das necessidades de aquecimento são consequência das perdas de calor que se originam nas janelas”. Para minimizar essas perdas, recomenda-se a instalação de vidro duplo, janelas duplas ou estruturas com rotura de ponte térmica. Outras zonas frequentemente responsáveis por fugas de calor incluem os caixas das persianas, que devem estar devidamente isolados, bem como eventuais fissuras nos caixilhos, que podem ser seladas com silicone ou massa. A utilização de burletes nas portas ajuda também a impedir a entrada de ar frio.

Qual é a temperatura ideal
O IDAE lembra que o consumo energético está diretamente ligado à temperatura escolhida: “Por cada grau que aumentemos a temperatura, o consumo de energia aumenta aproximadamente 7%”. Os cálculos indicam que, para a maioria das pessoas, o conforto térmico é alcançado com valores entre 19 ºC e 21 ºC. Durante a noite, a exigência é menor: “Nos quartos basta manter uma temperatura entre 15 ºC e 17 ºC para nos sentirmos confortáveis”.

Ventilar sem desperdiçar calor
Para otimizar o aquecimento, o organismo recomenda desligar os sistemas durante a noite, reforçando o fecho de persianas e cortinas para evitar perdas de calor. Antes de o ligar novamente pela manhã, é importante ventilar a casa, mas sem exageros. O IDAE sublinha que “para ventilar completamente um quarto é suficiente abrir as janelas durante cerca de 10 minutos”, tempo suficiente para renovar o ar sem arrefecer excessivamente o ambiente.

A importância do termóstato e das válvulas programáveis
Outra forma eficiente de reduzir o consumo passa pela instalação de válvulas termostáticas nos radiadores ou termóstatos programáveis, que, segundo os especialistas, permitem poupar entre 8% e 13% de energia. O organismo aconselha ainda a definir o termóstato para 15 ºC — a chamada posição “economia” — quando se prevê estar fora de casa durante algumas horas.

Manutenção que poupa dinheiro
Por fim, o IDAE destaca a importância de assegurar uma boa manutenção dos equipamentos. Entre as medidas recomendadas estão revisões regulares da caldeira, a purga dos radiadores pelo menos uma vez por ano e evitar cobrir radiadores com peças de roupa ou outros objetos, já que isso impede a correta difusão do calor e aumenta o consumo.

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