Angola pede que cunhado de Leitão Amaro seja constituído arguido por suspeitas de burla

As autoridades angolanas enviaram duas cartas rogatórias para a Procuradoria-Geral da República portuguesa a solicitar a constituição como arguido do empresário Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

Revista de Imprensa
Fevereiro 3, 2026
15:04

As autoridades angolanas enviaram duas cartas rogatórias para a Procuradoria-Geral da República portuguesa a solicitar a constituição como arguido do empresário Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. Em causa estão suspeitas de burla qualificada relacionadas com negócios realizados em Angola.

Segundo informações recolhidas pela revista Sábado, a investigação angolana incide sobre dois contratos alegadamente celebrados por uma empresa ligada a Ricardo Machado, a Aenergy. Um dos negócios diz respeito à venda de carruagens destinadas aos Caminhos de Ferro de Luanda, enquanto o outro envolve o fornecimento de turbinas ao Ministério da Energia de Angola.

As autoridades angolanas suspeitam que estes negócios possam configurar o crime de burla qualificada, o que levou ao envio formal dos pedidos de cooperação judicial para Portugal.

De acordo com a mesma publicação, um dos casos terá chegado a um tribunal norte-americano. Nesse processo, um juiz terá considerado Ricardo Machado responsável por uma situação classificada como fraude.

A investigação menciona ainda a existência de trocas de mensagens entre dois responsáveis de uma empresa norte-americana que, segundo a Sábado, implicariam o empresário português. É também referido um outro processo a decorrer em Portugal, no qual o banco Millennium BCP alegadamente terá sofrido um prejuízo de cinco milhões de euros.

Nos últimos anos, Ricardo Leitão Machado terá direcionado a sua atividade empresarial para o setor imobiliário e turístico em Portugal. Entre os investimentos mencionados estão unidades hoteleiras em Idanha-a-Nova e a aquisição da Herdade do Vale Feitoso, propriedade histórica associada à família Espírito Santo.

As diligências pedidas pelas autoridades angolanas decorrem no âmbito da cooperação judiciária internacional, cabendo agora às autoridades portuguesas dar seguimento ao pedido de constituição como arguido.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.