Se lhe pedissem para desenhar o Sol numa folha, o mais provável é que fizesse como qualquer criança do mundo e pegasse instintivamente no lápis amarelo para começar a rabiscar.
Com ou sem óculos de sol, ou um sorriso, no centro da folha ou num dos cantos. Se fosse um pôr do sol, talvez a laranja ou a vermelho. Mas, refletido na superfície da água, num reflexo, ou até em imagens da NASA, aparece o mesmo astro a uma cor branco-luminosa.
Então afinal, de que cor e o céu: branco ou amarelo? Segundo a ciência, um bocadinho de ambos, mas nenhum dos dois. Na realidade, a estrela do nosso Sistema Solar é verde.
“O Sol pareceria verde, se os nossos olhos conseguissem lidar com olhar diretamente para ele. Basicamente, quando olhamos para o Sol, tem todas as diferentes cores e é tão brilhante que os olhos de toda a gente estão a ser altamente estimulados e a dizer ‘é demasiado brilhante para eu conseguir dizer de que cor é que é’. Por isso é que nos parece branco”, explica W. Dean Pesnell, cientista do Observatório de Dinâmicas Solares da NASA, em entrevista ao Washington Post.
A quase 150 milhões de quilómetros o Sol é visível como uma pinta branca no céu, mas a razão pela qual o vemos com outras cores está relacionado na forma como a luz é espalhada. É aliás por isso que tem o tom ‘amarelado’.
As moléculas do ar redirecionam os comprimentos de onda azul e violeta da luz solar, permitindo que mais amarelo e vermelho atinjam os nossos olhos. è também por esta razão que o céu nos parece azul.
Ao anoitecer, a luz tem de passar por uma atmosfera mais densa, e pos isso mais moléculas dissipam os tons azuis, levando aos alaranjados, rosas e vermelhos intensos que vemos no por do sol.
“Essencialmente é uma estrela verde que parece branca porque é muito brilhante, e pode também aparecer a amarelo, laranja ou vermelho, devido à forma como funciona a nossa atmosfera”, sumariza.
Quanto mais quente é uma estrela, mais luz azul emite, enquanto as estrelas a arrefecer emitem mais luz vermelha. Com o centro a 15 milhões de graus Celsius, o Sol “está no meio, num local estranho onde não conseguimos identificar a cor”.
No entanto, num futuro distante, o nosso Sol vai de facto mudar de tonalidade e tornar-se vemelho, quando o hidrogénio que o alimenta se esgotar, sendo que irá expandir-se e ‘devorar’ a Terra e outros planetas, antes de perder o seu brilho a uma temperatura tão baixa que qualquer cos será impercetível.
Tal só acontecerá daqui a 4 ou 5 mil milhões de anos, segundo as estimativas dos cientistas. “O sol está a meio da sua vida, ainda tem bastantes anos antes de mudar de cores. E ainda não perdeu qualquer brilho”, assinala Pesnell.














