Alimentos essenciais cada vez mais caros: há produtos que dispararam quase 30% num ano

Segundo a DECO PROteste, comprar hoje os 63 bens alimentares essenciais incluídos no cabaz custa 243,65 euros, refletindo o aumento contínuo do custo de vida.

Executive Digest
Novembro 27, 2025
16:54

O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste ficou 10,61 euros mais caro no último ano, o que representa uma subida de 4,55% entre 27 de novembro de 2024 e 26 de novembro de 2025. Segundo a DECO PROteste, comprar hoje os 63 bens alimentares essenciais incluídos no cabaz custa 243,65 euros, refletindo o aumento contínuo do custo de vida.

Café, ovos e carne de novilho lideram as subidas anuais

Entre os produtos que mais encareceram no último ano estão o café torrado moído, os ovos e a carne de novilho para cozer. Uma embalagem de 250 gramas de café custa agora 4,67 euros, mais 1,05 euros do que há um ano, o que representa um aumento de 29%. Meia dúzia de ovos custa 2,12 euros, mais 47 cêntimos, correspondendo a uma subida de 28%. Já o quilo de carne de novilho para cozer aumentou 2,42 euros, uma subida de 25%, fixando-se nos 11,91 euros.

A DECO PROteste acompanha semanalmente, desde janeiro de 2022, a evolução dos preços dos bens alimentares essenciais. Todas as quartas-feiras é calculado o custo total do cabaz com base nos preços recolhidos no dia anterior nas principais lojas online. A metodologia passa pelo cálculo do preço médio de cada produto disponível no simulador e pela soma desses valores, resultando no preço final do cabaz para cada data analisada.

Produtos com maiores aumentos na última semana

Na semana entre 19 e 26 de novembro, os maiores aumentos percentuais registaram-se nos douradinhos de peixe, que subiram 15%, na alface frisada, com mais 14%, e no pão de forma sem côdea, que aumentou 13%.

Comparando com o mesmo período do ano anterior, a DECO PROteste refere que, além do café, dos ovos e da carne de novilho, também o bife de peru subiu 19%, os brócolos 16% e o robalo 14%.

Subidas acumuladas desde 2022

Desde o início desta monitorização, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais verificaram-se na carne de novilho para cozer, que duplicou de preço com uma subida de 105%, nos ovos, que aumentaram 85%, e na laranja, que está 68% mais cara do que há quase três anos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.