Os ministros da Defesa da Alemanha, França e Espanha assinaram, esta sexta-feira, um acordo de compromisso para o novo avião de combate europeu, conhecido como FCAS, o maior projeto de Defesa da Europa. Em conferência de imprensa, Boris Pistorius, Sebastién Lecornu e Margarita Robles apresentaram, aos representantes da indústria, as diretrizes de um projeto que poderá atingir os 100 mil milhões de euros até entre 2040 e 2045.
É expectável que o novo avião de combate possa substituir os Dassault Rafale da Força Aérea francesa, assim como os Eurofighter alemães e espanhóis.
Em dezembro último, foi assinado o contrato 1B, correspondente às atividades de pesquisa, tecnologia e demonstração do programa, após o acordo entre a Airbus e a Dassault Aviaton, empresas coordenadoras do programa FCAS na Alemanha e em França. Em Espanha, esse papel está reservado à empresa tecnológica Indra.
“O investimento na defesa é também um investimento na manutenção da paz, da liberdade, da segurança e dos valores democráticos. É também um investimento que traz rendimento, emprego, coesão territorial e social”, apontou a secretária de Estado da Defesa espanhola, Amparo Valcarce.
Já Margarita Robes descreveu o projeto como um símbolo da defesa europeia, num momento em que “um povo está a ser massacrado pela Rússia de Putin”. O FCAS é o maior projeto europeu de defesa, que reúne inúmeras indústrias europeias: além das já mencionadas Airbus Defence and Space, Dassault Aviation e Indra, congrega também Safran, MTU, ITP Aero, MBDA, GMV, Sener, Tecnobit, Thales, Hensoldt, Diehl, ESG e Rohde & Schwarz. A Espanha participa com 33% do projeto FCAS, em pé de igualdade com Alemanha e França.














