A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou esta terça-feira que as entregas das primeiras doses da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson (J&J) foram adiadas até “ao final de abril”.
A chefe da agência, Emer Cooke, disse aos eurodeputados hoje que as primeiras doses estarão disponíveis no final do próximo mês, contrariando a chefe da Comissão Europeia para a aquisição de vacinas, Sandra Gallina, que insiste que a J&J vai entregar as primeiras doses em meados de abril.
Bruxelas espera que a vacina da J&J acelere a campanha de vacinação na União Europeia (UE), pois trata-se de um imunizante que requer apenas uma dose (em vez de duas) para alcançar a imunidade contra a covid-19.
Os Estados-membros da UE vão receber, à partida, 55 milhões de doses da vacina J&J até ao final de junho, de acordo com o executivo europeu. Estas quantidades juntam-se aos 200 milhões de doses previstas da Pfizer/ BioNTech, 70 milhões da AstraZeneca e 35 milhões da Moderna.
Portugal deve receber 1,25 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson em abril, avançou Marques Mendes no habitual espaço de comentário na SIC. “Esta é uma vacina importante porque é de apenas uma toma (…) 1,25 milhões de doses significa 1,25 milhões de portugueses vacinados. Esta vacina vai vacinar mais gente em dois meses e meio do que as outras três em três meses”, disse.
Até ao momento, a EMA deu ‘luz verde’ a três vacinas contra a covid-19: a da Pfizer/BioNTech a 21 de dezembro de 2020, a da Moderna a 6 de janeiro, da AstraZeneca a 29 de janeiro e, em meados deste mês, a vacina da Johnson & Johnson, produzida pela farmacêutica Janssen.
A Comissão Europeia estima que será possível vacinar mais de metade da população adulta, cerca de 70%, até ao início do verão.














