Administração Trump é acusada de ocultar os nomes de seis homens “ricos e poderosos” que aparecem nos arquivos de Epstein

Denúncia foi feita esta terça-feira, durante uma intervenção no plenário da Câmara dos Representantes

Francisco Laranjeira
Fevereiro 11, 2026
11:22

O congressista democrata Ro Khanna acusou o Governo do presidente Donald Trump de ocultar os nomes de seis “homens ricos e poderosos” nos arquivos relacionados com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. A denúncia foi feita esta terça-feira, durante uma intervenção no plenário da Câmara dos Representantes, questionando por que estas identidades estariam a ser protegidas pelo Departamento de Justiça.

“Por que vocês estão protegendo esses homens ricos e poderosos?”, questionou Khanna antes de revelar os nomes omitidos dos documentos, acedidos pelo Departamento de Justiça. Segundo o congressista, tratam-se de empresários e figuras internacionais: Leslie Wexner, ex-diretor da Victoria’s Secret e cofundador da Bath and Body Works; Sultan Ahmed Bin Sulayem, proprietário do Dubai Ports World; Salvatore Nuara; Zurab Mikeladze; Leonic Leonov; e Nicola Caputo.

Questionamentos sobre censura e transparência

Ro Khanna salientou que ele e o congressista Thomas Massie precisaram de recorrer ao Departamento de Justiça para que estas identidades fossem tornadas públicas. “Se encontramos seis homens que estavam a ser escondidos em duas horas, imagine quantos estão a ser acobertados nesses três milhões de arquivos”, afirmou, referindo-se aos documentos recentemente divulgados sobre Epstein.

O congressista acrescentou que a legislação americana não prevê qualquer motivo para censurar estes nomes. “É uma lista de 20 pessoas… Maxwell e Epstein estão na lista, e talvez mais uma ou duas pessoas, e todos os outros estão censurados”, afirmou à imprensa, conforme relatado pela ‘Newsweek’.

A 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou três milhões de páginas e milhares de documentos relacionados com Epstein, que morreu por suicídio em 2019 enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual. O Governo americano garantiu que não censuraria nenhuma das 180 mil imagens recém-divulgadas, aumentando a pressão sobre o escrutínio público das figuras envolvidas.

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