O congressista democrata Ro Khanna acusou o Governo do presidente Donald Trump de ocultar os nomes de seis “homens ricos e poderosos” nos arquivos relacionados com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. A denúncia foi feita esta terça-feira, durante uma intervenção no plenário da Câmara dos Representantes, questionando por que estas identidades estariam a ser protegidas pelo Departamento de Justiça.
“Por que vocês estão protegendo esses homens ricos e poderosos?”, questionou Khanna antes de revelar os nomes omitidos dos documentos, acedidos pelo Departamento de Justiça. Segundo o congressista, tratam-se de empresários e figuras internacionais: Leslie Wexner, ex-diretor da Victoria’s Secret e cofundador da Bath and Body Works; Sultan Ahmed Bin Sulayem, proprietário do Dubai Ports World; Salvatore Nuara; Zurab Mikeladze; Leonic Leonov; e Nicola Caputo.
.@RepThomasMassie and I forced last night the DOJ to disclose the identities of 6 men:
Salvatore Nuara, Zurab Mikeladze, Leonic Leonov, Nicola Caputo, Sultan Ahmed Bin Sulayem, and billionaire businessman Leslie Wexner.
I share details of what more we learned to hold the… pic.twitter.com/5JwKwRUNIF
— Rep. Ro Khanna (@RepRoKhanna) February 10, 2026
Questionamentos sobre censura e transparência
Ro Khanna salientou que ele e o congressista Thomas Massie precisaram de recorrer ao Departamento de Justiça para que estas identidades fossem tornadas públicas. “Se encontramos seis homens que estavam a ser escondidos em duas horas, imagine quantos estão a ser acobertados nesses três milhões de arquivos”, afirmou, referindo-se aos documentos recentemente divulgados sobre Epstein.
O congressista acrescentou que a legislação americana não prevê qualquer motivo para censurar estes nomes. “É uma lista de 20 pessoas… Maxwell e Epstein estão na lista, e talvez mais uma ou duas pessoas, e todos os outros estão censurados”, afirmou à imprensa, conforme relatado pela ‘Newsweek’.
A 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou três milhões de páginas e milhares de documentos relacionados com Epstein, que morreu por suicídio em 2019 enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual. O Governo americano garantiu que não censuraria nenhuma das 180 mil imagens recém-divulgadas, aumentando a pressão sobre o escrutínio público das figuras envolvidas.




