Clóvis Abreu vai avançar para a Justiça com uma queixa-crime contra André Ventura, acusando-o de tê-lo apontado como o autor da morte de um polícia à pancada e ter um discurso xenófobo, discriminatório e ofensivo para a comunidade cigana, indicou esta terça-feira o ‘Correio da Manhã’.
“Este processo envergonha a justiça e a democracia. É uma inversão completa das coisas. O bandido mete em tribunal o líder político que se insurgiu contra os seus atos bárbaros”, reagiu o líder do Chega, classificando a iniciativa como “um escândalo”.
Recorde-se que Clóvis Abreu foi condenado a 14 anos de prisão em primeira instância pelo homicídio de Fábio Guerra à porta da discoteca Mome, em Lisboa – viria a ter a pena reduzida pelo Tribunal da Relação de Lisboa para seis anos por não ter sido provado ter participado diretamente na morte do agente da PSP.
Na altura, André Ventura utilizou as redes sociais para publicar um vídeo no qual criticava a decisão do tribunal. “Depois de assassinar um polícia à pancada, ainda fugiu”, destacou. “Não é aceitável atribuir seis anos de prisão a alguém que espancou um polícia em conluio com outras pessoas. Entregou-se, depois de uma comunidade ter negociado com o Estado, como se os ciganos tivessem algum privilégio face à lei ou devessem ter.”
Então em Portugal um cigano espanca um polícia, foge à justiça, e ainda vê a pena reduzida? E os partidos ficam em silêncio? O Chega não!!! pic.twitter.com/ActoBS1efX
— André Ventura (@AndreCVentura) April 11, 2025
Fábio Guerra, de 26 anos, morreu a 21 de março de 2021, após ter sido gravemente agredido fora de serviço. O agente da PSP sofreu graves lesões cerebrais devido às agressões sofridas na sequência de um confronto com Clóvis Abreu e outros indivíduos, no exterior da discoteca Mome. Fábio Guerra foi transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, onde veio a falecer dias depois, em resultado dos danos neurológicos provocados pelas agressões.
O caso gerou grande repercussão na sociedade portuguesa, pela violência e pela morte de um agente da autoridade fora de serviço, o que levantou questões sobre a segurança pública e o comportamento de alguns grupos de indivíduos, além das consequências da agressão à autoridade. O processo judicial envolveu um longo período de investigações, audiências e a análise de diversas testemunhas e provas, culminando agora na revisão das penas para os acusados.














