A misteriosa “mochila nuclear” de Sam Altman: o plano secreto do fundador da OpenAI para travar uma rebelião da inteligência artificial?

Rumores sobre o conteúdo de uma mochila azul reacendem debates sobre os riscos da IA e o papel de Sam Altman na sua contenção.

Pedro Gonçalves
Maio 4, 2025
9:00

O crescimento vertiginoso da inteligência artificial (IA) tem gerado entusiasmo, mas também apreensão. Entre os receios mais difundidos, há um particularmente cinematográfico, mas que desperta discussões reais: o de que as máquinas se tornem conscientes e, eventualmente, se virem contra a humanidade. No centro deste debate encontra-se Sam Altman, CEO da OpenAI e uma das figuras mais influentes no desenvolvimento da IA atual — especialmente após o sucesso estrondoso do ChatGPT.

Mas há um detalhe curioso sobre Altman que tem alimentado uma teoria improvável, ainda que persistente: a sua famosa mochila azul.

De acordo com vários rumores que circulam nas redes sociais e fóruns especializados, Sam Altman é frequentemente visto a transportar consigo a mesma mochila azul sempre que está fora das instalações da OpenAI. À primeira vista, pode parecer apenas uma escolha prática ou até uma preferência pessoal — afinal, Altman tem uma imagem pública discreta e distante de ostentações típicas de milionários do setor tecnológico.

Contudo, a regularidade com que a mochila aparece ao seu lado tem levado muitos a especular que esta poderá conter algo mais do que simples objetos do quotidiano. Alguns sugerem que a mochila funciona como uma espécie de “mochila nuclear” — uma referência direta ao nuclear football, a mala que acompanha o presidente dos Estados Unidos e que contém os códigos de lançamento de armas nucleares.

Neste caso, especula-se que Altman poderá estar equipado com um dispositivo de emergência capaz de desligar, remotamente e de forma definitiva, os servidores onde se alojam os sistemas de inteligência artificial da OpenAI. A ideia? Que, perante um cenário de catástrofe, como uma IA hostil ou fora de controlo, o criador da tecnologia tenha uma forma de a neutralizar — onde quer que esteja.

Embora esta hipótese não tenha qualquer confirmação oficial, continua a ser discutida em fóruns tecnológicos e redes sociais, dada a seriedade com que Altman tem abordado os riscos da IA.

Sam Altman já admitiu receios sobre a IA
Importa recordar que Sam Altman nunca escondeu as suas preocupações em relação ao potencial destrutivo da inteligência artificial. Em várias entrevistas e audições perante o Congresso dos Estados Unidos, Altman defendeu a necessidade de criar mecanismos de regulação rigorosos para evitar cenários catastróficos.

“Esta tecnologia pode correr mal de forma grave e precisamos de garantir que não o permite”, afirmou em 2023 numa das suas intervenções no Senado norte-americano. Na mesma ocasião, apelou à criação de uma agência governamental capaz de supervisionar o desenvolvimento da IA, algo que muitos viram como um sinal de consciência dos riscos existenciais associados à tecnologia.

Estas declarações não são isoladas. Ao longo dos últimos anos, nomes como Elon Musk, Geoffrey Hinton (um dos “pais” da IA moderna) e o falecido Stephen Hawking alertaram para os perigos de uma IA descontrolada — desde a disseminação de desinformação até à perda total de controlo humano sobre sistemas automatizados e autodependentes.

Uma lenda sem provas — mas não totalmente descabida
O elEconomista.es, que divulgou recentemente este tema, ressalva que se trata de uma teoria sem qualquer prova concreta. Ainda assim, reconhece que a ideia, embora pareça saída de um guião de ficção científica, não é totalmente absurda — sobretudo quando se considera o nível de precaução que alguns dos principais responsáveis pelo avanço tecnológico dizem manter.

Além disso, o carácter simbólico da teoria da mochila é, por si só, revelador do grau de preocupação pública em torno do futuro da IA. A ausência de transparência total sobre como e onde funcionam os grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, apenas alimenta o fascínio e a especulação.

Entre mitologia e realidade: o papel do controlo humano
Apesar de provavelmente não conter um “botão de desligar o mundo”, a ideia de que Sam Altman possa ter um plano B em caso de emergência levanta uma questão pertinente: até que ponto os criadores das tecnologias mais poderosas estão, de facto, preparados para lidar com os seus próprios riscos?

Enquanto o desenvolvimento da IA continua a acelerar, muitas vozes pedem que o foco não esteja apenas na inovação, mas também na segurança, na ética e no controlo humano. Nesse sentido, a “mochila azul” de Altman — real ou simbólica — serve como metáfora para um dilema crucial do nosso tempo: a necessidade urgente de garantir que a inteligência artificial, por mais poderosa que se torne, nunca ultrapasse os limites do controlo humano.

O conteúdo exato da mochila de Sam Altman poderá continuar um mistério. Mas a conversa que ela inspira está longe de ser trivial.

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