Cristiano Ronaldo concedeu aquilo que é apresentado como a sua entrevista mais íntima até hoje ao jornalista britânico Piers Morgan. Gravada em Londres, a primeira parte da conversa foi exibida esta terça-feira.
Nessa conversa, o craque português abriu o livro sobre temas que raramente são tão expostos — desde ambições pessoais até à vida familiar.
Durante a entrevista, Ronaldo admitiu que um dos seus objetivos para além do sucesso desportivo foi tornar-se multimilionário. Ainda assim, relativizou essa meta afirmando “não ligar muito ao dinheiro” e que existem “coisas mais importantes”. No entanto, deixou claro que acompanha rigorosamente a sua situação financeira: “sei muito bem quanto dinheiro tenho”.
No que toca à sua paixão pelos carros de luxo, o jogador comentou que coleciona automóveis — sendo os Bugatti os seus preferidos — e que os considera um investimento pessoal. Curiosamente, confessou que raramente conduz os seus carros.
Morgan provocou Ronaldo lembrando que ele nunca jogou no Arsenal, o que levou o internacional português a abordar a situação atual do Manchester United, agora sob o comando de Rúben Amorim. Ronaldo afirmou que, embora o clube tenha um bom treinador e um elenco decente, “é preciso algo mais” para alcançar grandes resultados.
Referiu que “Amorim não pode fazer milagres, milagres só em Fátima” e expressou ceticismo quanto à possibilidade de o United conquistar a Premier League nesta temporada. Segundo ele, alguns jogadores não absorveram verdadeiramente o espírito do clube.
Ao abordar o seu próprio futuro, Ronaldo reconheceu que já considera a possibilidade de terminar a carreira. Aos 40 anos, disse que “tudo tem um início e um fim”, e que já se prepara mentalmente para a retirada há muito tempo. Contudo, não apontou uma data específica para pendurar as chuteiras.
Sobre a vida pessoal, Ronaldo revelou que propôs casamento a Georgina Rodríguez em agosto, num momento assistido pelas filhas do casal. A proposta não incluiu ajoelhar-se, pois explicou que “não é do tipo romântico”. Para ele, o que mais contou foi a sinceridade do gesto, mais do que o valor do anel. Ela “não ligou muito ao anel”, assegurou.
Apesar do pedido, Ronaldo mencionou que o casamento só deverá acontecer após o Mundial de 2026.
O teaser da segunda parte da entrevista sugere que Ronaldo responderá a perguntas mais delicadas, como a sua ausência no funeral de Diogo Jota, a camisola autografada que deu a Donald Trump e um reencontro emocional com uma senhora que lhe oferecia hambúrgueres durante a sua juventude.














