A doença que 500 milhões de pessoas em todo o mundo podem ter sem saber: estas são as características para identificá-la a tempo

Muitas pessoas com osteoporose desconhecem a doença, pois geralmente não apresenta sintomas até que ocorra uma fratura

Francisco Laranjeira
Outubro 30, 2025
13:47

Estima-se que cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo possam estar a sofrer de osteoporose sem saber, uma doença crónica e progressiva que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), essa doença causa uma média de 70 fraturas por minuto no mundo, conforme relatou a agência ‘EFE’.

Muitas pessoas com osteoporose desconhecem a doença, pois geralmente não apresenta sintomas até que ocorra uma fratura. Entre as principais causas que podem contribuir para o desenvolvimento da doença estão problemas de tiroide, desequilíbrios hormonais, baixa ingestão de cálcio ou simplesmente histórico familiar da condição. Com base neste último fator, pessoas com um familiar que tem osteoporose apresentam uma probabilidade entre 50% e 85% maior de desenvolver a doença.

Em Espanha, aproximadamente 10,7% das pessoas com mais de 50 anos sofrem de osteoporose, segundo a Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER). A falta de diagnóstico precoce dessa doença impede o acesso aos cuidados necessários, aumentando o número de fraturas e o ónus económicos para os sistemas de saúde. Em Portugal, a osteoporose afeta cerca de 15% da população, especialmente mulheres após a menopausa e idosos, e é responsável por um elevado número de fraturas anuais. A osteoporose afeta aproximadamente 15% da população portuguesa, com uma prevalência de 17% nas mulheres e 2,6% nos homens – esta doença está associada a cerca de entre 40.000 e 52.000 fraturas anuais em Portugal, sendo as fraturas da anca as mais graves e com maior taxa de mortalidade.

Nos estágios iniciais da doença, os sintomas são quase impercetíveis, de acordo com o site da Clínica Mayo. No entanto, à medida que a doença progride, é comum identificar alguns problemas, como:

– Dor nas costas.
– Perda de altura ao longo do tempo.
– Postura curvada
– Ossos que se quebram com mais facilidade do que o esperado.

Portanto, a partir dos 50 anos — especialmente se houver histórico familiar — é aconselhável fazer um exame de densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos e permite avaliar o risco de fratura, diagnosticar a doença e monitorizar a resposta ao tratamento.

Assim, o principal objetivo do tratamento da osteoporose é reduzir o número de fraturas, o que envolve manter uma dieta equilibrada, rica em cálcio, combinada com exercícios físicos regulares, além de evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool.

Outras terapias mais recentes utilizam anticorpos monoclonais que ajudam a reduzir a perda óssea e a diminuir o risco de fraturas em até 68%. De modo geral, os especialistas observam que os avanços científicos melhoram a qualidade de vida das pessoas com a doença e reduzem seu impacto económico nas finanças públicas.

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