Os Açores e a Madeira estão envolvidos numa «confusão» relativamente às restrições de viagem britânicas, isto porque o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido considera que os dois arquipélagos são «lugares seguros» para a sua população, contudo o Ministério dos Transportes não os incluiu na lista de corredores aéreos do país divulgada ontem.
Isto significa que apesar de serem considerados seguros, os britânicos que viajarem para os Açores e para a Madeira não vão livrar-se de cumprir um período de 14 dias de quarentena, já a partir de hoje, dia 4 de Julho, o que causou muita discórdia perante as grandes figuras portuguesas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, fala num “elemento de caos final para mostrar o absurdo” da decisão.
Por sua vez, o secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, disse ao Diário de Notícias da Madeira, que «esta decisão comunicada pelo governo de Inglaterra gera confusão. Tem aspectos positivos. O primeiro aspecto é que considera a Madeira um destino seguro e isso é um reconhecimento do trabalho que a Madeira tem feito e naturalmente que é o registo que mais interessa, mas a confusão é causada pela não coincidência entre as listas que são colocadas a público pelo Ministro do Interior e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros ingleses. Um considera a Madeira um destino seguro e outro não liberta a Madeira da obrigação dos cidadãos que voltam a Inglaterra ficarem em quarentena».
“Estamos em crer que se trata de um erro e tratando-se de um erro estamos a diligenciar no sentido de que as autoridades tomem devida nota dos argumentos que são apresentados, não só pela Madeira, mas pelas próprias autoridades inglesas que já nos conhecem”, sublinha.
O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado 19,2% das dormidas de estrangeiros em 2019 e vindo a registar sucessivos crescimentos desde 2013, apenas interrompidos em 2018, de acordo com dados do INE.
Os destinos preferenciais dos hóspedes britânicos foram o Algarve (63,4% das dormidas do mercado), a Madeira (18,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (10,8%).











