Fenprof: “Medidas do Governo são tardias. E passam muitas ‘batatas quentes’ para as escolas”

A redução do distanciamento social e dispensa de máscaras a todo o primeiro ciclo são retrocessos graves, na opinião da Fenprof.

Sónia Bexiga

“As medidas do Governo são tardias e as escolas têm agora uma tarefa muito exigente. Na verdade, em muitas situações o ministério acabou por passar uma série de batatas quentes para as direções das escolas”, afirmou Mário Nogueira, responsável pela Fenprof, na tarde desta sexta-feira, em reação às medidas anunciadas hoje pelo ministro da Educação.

Por outro lado, a redução do distanciamento social, que fará com que os alunos continuem a partilhar uma mesma mesa e por isso não permitirá a redução do número de alunos por sala, e ainda a dispensa de máscaras a todo o primeiro ciclo, são retrocessos graves, no entender da Fenprof.



Atendendo a que o ministro Tiago Brandão Rodrigues anunciou também o reforço de professores no crédito horário e mais docentes para os alunos com necessidades educativas especiais, a federação considera que a verba apontada não permitirá responder “às verdadeiras necessidades”.

Quanto ao calendário escolar, entende a Fenprof, desde logo, que “ter mais dias de aulas não significa que vamos ter mais e melhor aprendizagem” e que, em matéria de tempo para recuperar e consolidar as matérias do ano letivo que agora findou, que o ministério aponta para cinco semanas, deveria ser da responsabilidade das escolas que poderão optar por diversas soluções para conseguir concretizar esta necessidade.

Apesar de reconhecer que, com o anúncio de hoje, o ministério “foi num pouco mais longe” mas a Fenprof insiste que estas medidas já deveriam ter sido anunciadas e que o ministério “ainda tem de clarificar até onde as escolas podem ir nas suas organizações internas”, especialmente em matéria de contratações, sobretudo de pessoas não docente.

Questionado, pela Executive Digest, sobre se espera maiores dificuldades na região da Grande Lisboa, atendendo à evolução da pandemia, Mário Nogueira afirmou que é uma situação que suscita alguma preocupação e muitas dúvidas, a par, de outras situações como a de Reguengos de Monsaraz.

Aguardando pelo desenrolar destas situações específicas que têm vivido surtos mais preocupantes, esperam por isso mais indicações da Direção Geral de Saúde, na certeza de que com as escolas a funcionar, por exemplo, só para a realização dos exames que se segue, a preocupação com as hipóteses de contágio multiplicam-se e em nada descansam as comunidades escolares.

 

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