Num quadro de infeções por covid-19 a espalhar-se nos principais Estados do país, como Texas, Califórnia e Flórida, os Estados Unidos conseguiram criar 4,8 milhões de empregos em junho, bem acima dos 3 milhões previstos, segundo número do Departamento do Trabalho.
Como consequência, a taxa de desemprego caiu de 13% para 11%.
Os analistas sublinham, porém, que há ainda um longo caminho a percorrer antes de recuperar a posição pré-coronavírus, quando os Estados Unidos gozavam de uma taxa de desemprego inferior a 4%, o que significa pleno emprego. Recorde-se que só abril, mais de 20 milhões de empregos foram destruídos.
Os pedidos de subsídio de desemprego na última semana ficaram em 1,427 milhões, acima das previsões dos analistas, que apontavam para 1,355 milhões de novos pedidos.
O número de inscrições para subsídio de desemprego ficou, no entanto, ligeiramente abaixo do registado na semana anterior, uma vez que esse foi revisto em alta para 1,482 milhões.
Os analistas estimam que a situação piore este mês, atendendo a que muitos Estados se viram obrigados, pela evolução da pandemia, a aplicar novamente medidas de contenção para conter a onda de infeções.
Segundo frisou o presidente da Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, levará anos para que os Estados Unidos voltem à situação económica e social pré-pandémica.








