Além dos cuidados que é necessário ter noutros locais ou ocasiões – como o distanciamento social e a utilização de máscara -, uma visita a um aeroporto ou mesmo uma viagem de avião requer medidas especiais. No chamado “novo normal”, responsabilização é uma das palavras de ordem, já que os passageiros têm de ter noção de que se devem proteger a si próprios mas também aos outros.
Na vizinha Espanha, por exemplo, o processo começa 24 horas antes de se embarcar. Durante o check-in online, os passageiros têm de preencher um questionário junto da companhia aérea com a qual vão viajar e responder a quatro perguntas: se tiveram sintomas nas últimas 24 horas (febre ou tosse); se tiveram contacto com alguém infectado nas últimas duas semanas; se foram diagnosticados com COVID-19 nas duas últimas semanas; se precisam de ficar de quarentena.
A veracidade das respostas não é confirmada, pelo que fica nas mãos de cada um prosseguir ou não com a viagem. Segue-se a ida para o aeroporto, segundo explica o jornal El Confidencial, e também aqui há novidades. Em Espanha, só os passageiros podem entrar, ficando do lado de fora familiares ou amigos. A máscara é obrigatória, bem como o distanciamento de 1,5 metros entre pessoas.
Além disso, não é permitido levar bagagem de cabine, de modo a minimizar o contacto e a movimentação dos passageiros dentro do avião. Elevadores, casas de banho e bancos também passam a ter utilização limitada.
A bordo do avião, não há serviço de refeições, seja ele gratuito ou pago, e pede-se aos passageiros para que passem o máximo de tempo possível sentados. Excepção feita aos voos de médio curso, em que são distribuídos alimentos embalados em doses individuais.
Chegados ao destino, os passageiros deverão passar por um ponto de controlo da temperatura e preencher um novo questionário junto das autoridades sanitárias do país onde acabam de aterrar. A ideia é que indiquem os dados de estadia, por exemplo, para que estejam sempre localizáveis.










