Coca-Cola e Unilever são as mais recentes multinacionais a juntarem-se ao boicote ao Facebook, Instagram e Twitter. Ao todo, mais de 90 marcas aceitaram integrar o movimento contra estas redes sociais, numa tentativa de exercer pressão para que sejam alteradas as políticas de cada uma das plataformas. Exigem um controlo do discurso de ódio e da desinformação.
Em termos concretos, o boicote passa pela suspensão de qualquer publicidade paga nestas redes sociais, ainda que em alguns casos apenas nos Estados Unidos da América. A Unilever, por exemplo, anunciou que irá redireccionar o orçamento de marketing para outras formas de comunicação no país, estando prevista a suspensão até ao final deste ano, pelo menos.
Já a Coca-Cola comunicou que irá colocar em pausa todas as acções de marketing somente durante o mês de Julho, mas numa acção global. Em nota de imprensa, referiu que irá usar este tempo para reavaliar os seus padrões de publicidade e determinar se é necessário ou não fazer uma revisão interna. A Coca-Cola quer também repensar as suas expectativas em relação aos parceiros de redes sociais.
Honda é outra das mais recentes conquistas do boicote às redes sociais. A fabricante automóvel anunciou que irá suspender o investimento em acções de marketing no Facebook e Instagram nos Estados Unidos da América, também somente durante o próximo mês de Julho.
A guerra contra as redes sociais teve início com o Facebook, quando a plataforma se recusou a tomar uma posição relativamente a publicações partilhadas por Donald Trump, designadamente conteúdos em que o presidente dos EUA defendia a possibilidade de uso de violência nos protestos que foram organizados na sequência da morte de George Floyd – que perdeu a vida após ser sufocado durante quase nove minutos por um polícia, em Minneapolis.








