A presença do coronavírus nos alimentos ou nos materiais que os envolvem continua a causar desconfiança no consumidor. As dúvidas passam, na sua maioria, pela manipulação por outros quando são produtos frescos, escolhidos e embalados no local, mas também por questões de pormenor como as luvas ou se adianta deixar o cabaz de compras expostas ao ar (na varanda, por exemplo) e aguardar que o vírus “desapareça”.
Por exemplo, questionado sobre a compra de fiambre fresco, num estabelecimento comercial, manipulado pelos operadores, o nutricionista, Aitor Sánchez, ao ‘Lavanguardia’, explica, desde logo, que a segurança de um alimento preparado, como é o caso do fiambre cozido no forno, dependerá das boas práticas de higiene adotadas no espaço comercial.
É verdade que é um alimento que pode trazer mais riscos do que outros devido às suas características: possui uma superfície mais exposta , é manuseado por uma pessoa várias vezes, é comido cru … mas, reforça que “a comida não é um vetor de transmissão preferido para a covid-19. O importante é que as medidas preventivas corretas sejam seguidas no local em que você a compra”.
Sobre o tempo de estabilidade do vírus, o especialista salienta que pode ser muito diferente dependendo das superfícies e das condições ambientais. “Já começamos a ter os primeiros dados, os quais nos dizem que, ao ar livre, é muito difícil ter infeções, por exemplo”.
Neste caso, acrescenta que o importante é que nos preocupemos, não com a presença do vírus (que é muito ocasional e raro em alimentos ou produtos já embalados), mas sim com a necessidade de evitar o contacto e manter distância social com as outras pessoas que estejam também a fazer compras e com os próprios trabalhadores do estabelecimento.






