Cerca de 13% das empresas trabalha com mais de 120 dias, uma taxa que praticamente triplica a de 2019, sendo que apenas 27% opera com os prazos inferiores aos 60 dias, de acordo com o estudo da Gestão de Risco de Crédito em Portugal, impulsionado pela Crédito y Caución, Iberinform e Gestifatura.
Recorde-se que o pagamento inferior a 60 dias conta do Decreto-Lei n.º 62/2013 de transposição da Diretiva Europeia de medidas de luta contra os atrasos de pagamento nas transações comerciais.
O estudo, revela ainda que há um ano, praticamente metade do tecido empresarial (42%) trabalhava com menos de 60 dias.
Acresce ainda que 85% das empresas tem que aceitar prazos de pagamento superiores aos desejados para poder manter a sua carteira de clientes. O estudo revela pior comportamento nas PME do que nas grandes empresas.
37% das empresas teve que aceitar prazos de pagamento superiores aos desejados por parte de grandes empresas, frente a 58% que teve que alargar os prazos para trabalhar com o segmento de PME. Este comportamento está relacionado com outras evidências reveladas pelo estudo, como o aumento dos problemas de liquidez do tecido empresarial.
O melhor comportamento regista-se no setor público.
Apenas 8% das empresas que têm relações comerciais com a Administração Pública tem que aceitar uma extensão dos prazos de pagamento. A capacidade dos profissionais liberais para impor prazos de pagamento também se situa nos 28%.
Nesse sentido, ao abordar as razões que explicam a morosidade empresarial, a falta de disponibilidade de fundos (77%) é a razão mais referida, antes do atraso intencional dos clientes (46%). A complexidade dos procedimentos de pagamento (9%), a emissão de faturas incorretas (2%) ou as disputas sobre a qualidade dos bens e serviços fornecidos (1%) completam os motivos apresentados pelos clientes para atrasar os seus pagamentos.






