Na pior fase da pandemia em Portugal nunca se superou as 2.700 mortes por semana, sendo que essa fasquia havia sido ultrapassada no início deste ano, de forma ligeira, e no início dos três anos anteriores, de forma expressiva, por causa da gripe, revela o “Jornal de Negócios”, ressalvando que isto só aconteceu devido ao altos níveis de cumprimento do país no processo de confinamento.
De acordo com o jornal, que cita números da Direção-Geral da Saúde (DGS), em Março e Abril morreram 21 mil pessoas, mais 13% do que a média registada no mesmo período entre 2009 e 2019.
Desde o início do ano, morreram 48,5 mil pessoas, o que representa uma subida de 1% em relação ao período homólogo e mais 6% do que na média dos meses homólogos entre 2009 e 2019, adianta ainda.
Portugal contabiliza, neste momento, 1.369 óbitos associados à Covid-19 e 31.596 casos confirmados de infecção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela DGS.
O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março. Esta nova fase prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
Um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a partir de dados oficiais, revela que a pandemia de Covid-19 já provocou quase 560 mil óbitos e infectou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.




