“A TAP tem de estar alinhada com os interesses estratégicos do país e esta sua decisão contraria os valores do que deve ser uma companhia de bandeira”, vem alertar o Partido Socialista (PS), durante a tarde desta terça-feira.
Segundo afirmou o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro a decisão do Comissão Executiva da TAP, de um plano reduzido de rotas que anunciou hoje, afetando sobretudo o número de voos operadores entre Lisboa e Porto, “lesa o interesse nacional” sobretudo atendendo a que “todas as nossas forças estão concentradas na recuperação económica do país”.
Nesta recuperação, “o turismo é crucial e a TAP é um instrumento de primeira ordem”, e por isso deixa o altera: “se os portugueses estão a ser chamados a maiores responsabilidades financeiras na companhia aérea apenas o poderão fazer se a companhia assumir a sua condição de instrumento estratégico do país, útil a todo o território nacional”.
Logo, “se a TAP recorre aos apoios públicos tem de estar alinhada com os interesses do estado português”, reforçou.
José Luís Carneiro recordou ainda que, a 7 de maio passado, a TAP foi interpelada sobre a hipótese de redução do números de voos e de destinos, tendo sido garantido então que “não se previam alterações de significado”.
Mas, hoje, a Comissão Executiva veio comunicar a redução de voos e destinos, o que, na opinião do PS, significa “colocar em causa os seus melhores valores e por isso o PS interpela a TAP a corrigir o plano de rotas aéreas tornado público tendo em vista corresponder aos legítimos interesses nacionais e regionais”.







