O índice de popularidade de Boris Johnson baixou 20 pontos, para -1%, em apenas quatro dias, segundo uma sondagem do instituto Savanta, citada pelo “The Telegraph”.
O apoio público ao seu principal conselheiro, Dominic Cummings, que violou o dever de confinamento quando era suspeito de infecção pelo novo coronavírus e enquanto o Reino Unido estava em quarentena, levou a este declínio. .
Cummings, recorde-se, viajou de automóvel com a família para a residência dos seus pais, em Durham, a mais de 400 quilómetros de Londres, em Março. Cummings fê-lo por temer perder a capacidade de tomar conta do filho de quatro anos se ficasse doente e tendo em conta que a mulher já apresentava sintomas de infecção por Covid-19.
Tanto Dominic como Boris defenderam tratar-se de uma decisão dentro da lei, afastando a hipótese de demissão.
Todavia, já esta segunda-feira houve uma baixa no Governo britânico. Douglas Ross, sub-secretário de Estado da Escócia no Governo de Boris Johnson, apresentou a sua demissão depois de ter sido anunciada a permanência de Dominic Cummings.
Em Março, o Executivo inglês exigiu o isolamento em casa por sete dias a qualquer pessoa com sintomas relacionados com a Covid-19. O resto da família deveria estar isolada duas semanas.
O Reino Unido ultrapassou, ontem, os 260 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e contabiliza já e 36.914 vítimas mortais.
A nível global, a pandemia do novo coronavírus já provocou pelo menos 346.700 vítimas mortais e infectou mais de 5,5 milhões de pessoas, segundo uma contagem independente da Universidade Johns Hopkins.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.









