O Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos tem mais sete processos contra Artur Carvalho, o médico obstetra de Rodrigo, que ficou conhecido como «o bebé sem rosto». Cinco deles tem despacho de acusação e dois estão em fase de instrução, apurou o “Público”.
«Não fui notificado de mais nenhuma nota de culpa», disse Miguel Matias, advogado de Artur Carvalho, em declarações ao “Público”, que escreve que nessa nota enviada pelo conselho Disciplinar Regional do Sul é proposta uma pena de suspensão do médico por um período de cinco anos para o que consideram ter sido uma «negligência sem culpa».
Das 19 queixas que existiam, o jornal avança que a Ordem arquivou 11 por prescrição ou por falta de fundamentos.
O “Correio da Manhã” (CM) avançava, na passada quarta-feira, que 35 médicos foram acusados por negligência em 2019. De acordo com o “CM”, que citava dados exclusivos do Ministério Público”, foram abertos 287 inquéritos por negligência médica, dos quais 156 estão em fase de investigação e 131 obteve despacho de arquivamento.
O “CM” ressalvava que os últimos números conhecidos são um acumulado dos anos de 2017 e 2018. Nestes dois anos, foram acusados 30 médicos, o que perfaz uma média de 15 acusações em cada ano. Assim sendo, o número mais do que duplicou em 2019.
Um dos casos diz justamente respeito ao «bebé sem rosto», que nasceu sem nariz, sem olhos, sem parte do crânio e com lesões cerebrais muito graves, devido a malformações que não foram detectadas nas ecografias. A queixa deu entrada no MP de Setúbal dias após o nascimento, em Outubro do ano passado. Contudo, quase oito meses depois, ainda não foi constituído qualquer arguido, ao que apurou o “CM”.
O jornal, tal como o “Público” avança agora, revelava que Artur Carvalho pode neste momento exercer medicina, depois de ter sido suspenso preventivamente em Outubro, pela Ordem dos Médicos. Segundo o “CM”, a sanção terminou a 25 de Abril e não voltou a ser renovada.






