«Temos de vencer a resistência de quatro países». Costa regista «amplo consenso» no Conselho Europeu sobre fundo de recuperação

«Não há zonas de refúgios» e «ninguém deve alimentar a ilusão de que sai desta crise sozinho», reiterou o primeiro-ministro, que falava no debate quinzenal.

Ana Rita Rebelo

«Não há zonas de refúgios» e «ninguém deve alimentar a ilusão de que sai desta crise sozinho», porque «ou saímos todos ou não sai ninguém», afirmou o primeiro-ministro, que falava no debate quinzenal.

No entender de António Costa, o «problema» não está no Banco Central Europeu, no Conselho Europeu. «Pelo contrário. Tem estado no Conselho [Europeu]», referiu, acrescentando que existe, ainda assim, um «amplo consenso» relativamente ao fundo de recuperação, para que esteja seja incluído no Quadro Financeiro Plurianual.



O primeiro-ministro considera que é «fundamental» criar um plano que «relance a economia da Europa», apostando em infraestruturas e cadeias de valor deslocalizadas para diminuir a dependência externa e o risco de disrupção.

«Temos de vencer a resistência de quatro países, que bloqueiam uma decisão. Não podem paralisar a vontade de vinte e três países, vincou.

Portugal regista já 1.263 mortes associadas à Covid-19 e um total de 29.660 infectados, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março. Esta nova fase prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

A nível global, a pandemia do novo coronavírus já provocou mais de 320 mil óbitos e infectou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a partir de dados oficiais.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

*Notícia actualizada às 16:16

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