PSI sobe 17% desde o início do ano e Galp lidera ganhos da bolsa portuguesa

A bolsa portuguesa fechou setembro em alta, com o PSI a valorizar 2,4% no mês e a terminar o terceiro trimestre nos 9.666,8 pontos.

André Manuel Mendes

A bolsa portuguesa fechou setembro em alta, com o PSI a valorizar 2,4% no mês e a terminar o terceiro trimestre nos 9.666,8 pontos. O índice acumulava assim uma subida de 17% desde o início do ano, num período em que várias das principais cotadas portuguesas registaram ganhos de dois dígitos.

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De acordo com a análise da Maxyield, o PSI atingiu em setembro a maior cotação de fecho mensal de 2026, nos 9.712,4 pontos a 28 de setembro, enquanto no dia seguinte chegou aos 9.759,1 pontos durante a sessão, estabelecendo o máximo anual de negociação.

Os dados de mercado confirmam a aproximação do índice aos 10 mil pontos: a 30 de setembro, o PSI encerrou nos 9.666,8 pontos, depois de ter atingido 9.756,9 pontos durante a última sessão do mês.

A evolução de setembro colocou a bolsa portuguesa acima da tendência registada por vários mercados internacionais. Segundo a Maxyield, o MSCI World recuou 1,4% no mês, num contexto de comportamento misto do mercado norte-americano e de descida dos mercados asiático e europeu.

BCP, Mota-Engil e NOS puxam pela bolsa

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Nove das 16 sociedades que integram o PSI terminaram setembro com ganhos. O BCP liderou as subidas, com uma valorização de 8,6%, seguido pela Mota-Engil, com 7,4%, e pela NOS, com 7%.

A Sonae avançou 5%, a Galp ganhou 4,9%, a Teixeira Duarte subiu 4,1% e a EDP valorizou 3,5%. REN e Corticeira Amorim fecharam o mês com ganhos mais moderados, de 1,4% e 1,1%, respetivamente.

No lado negativo, os CTT registaram a maior queda, de 6,3%, seguidos pela EDP Renováveis (-5,8%) e pela Semapa (-4%). Ibersol (-3,8%), Navigator (-1,2%), Jerónimo Martins (-0,4%) e Altri (-0,3%) também terminaram o mês em terreno negativo.

Apesar da evolução mensal, o retrato desde o início do ano é ainda mais expressivo. A Galp lidera os ganhos acumulados em 2026, com uma valorização de 53,5%, seguida pelo BCP, com 35,6%, NOS (34%), Sonae (30,6%) e EDP (23,7%).

No total, 12 das 16 cotadas apresentam ganhos desde o início do ano. Além das cinco maiores subidas, destacam-se ainda REN (+10,6%), Corticeira Amorim (+7,4%), EDP Renováveis (+6,9%), Altri (+3,9%), Mota-Engil (+3,1%), Navigator (+2,2%) e Ibersol (+0,1%).

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Em sentido contrário, quatro empresas acumulam perdas: Teixeira Duarte (-22,2%), CTT (-17,3%), Jerónimo Martins (-11,5%) e Semapa (-2,6%).

 

PSI aproxima-se de níveis de há quase duas décadas

Segundo a Maxyield, o PSI terminou setembro na parte superior da faixa entre os 9.000 e os 10.000 pontos, patamar atingido pela primeira vez em fevereiro e que corresponde a níveis observados há cerca de 18 anos.

A análise identifica 2020 como o início da atual fase de crescimento da bolsa portuguesa, que se prolonga há seis anos.

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O avanço do PSI em setembro foi acompanhado por uma recuperação dos montantes médios negociados diariamente, depois das quebras registadas entre junho e agosto.

Também se verificou uma redução da exposição a posições de venda a descoberto. No final de agosto havia sete emitentes do PSI com posições de short selling superiores a 0,5% do capital social. No final de setembro, eram apenas três: Mota-Engil (1,5%), BCP (1,7%) e Ibersol (0,5%). NOS, Navigator, Altri e Teixeira Duarte deixaram de estar abrangidas por posições acima desse limiar.

A evolução positiva estendeu-se ao PSI Geral, que inclui o PSI e outras 14 sociedades cotadas de menor dimensão. O índice avançou 2,4% em setembro e acumulava uma valorização anual de 22,2%, segundo a análise.

O chamado “segundo mercado” representa cerca de 3% da capitalização bolsista e é composto sobretudo por small caps, empresas com menor free float. A Maxyield destaca ainda a saída da Vista Alegre do mercado regulamentado em setembro, num contexto de redução progressiva do número de empresas desta categoria.

Entre as cotadas fora do PSI, a análise destaca as subidas anuais da Impresa e da Pharol, enquanto Nova Base, Martifer, Ramada e Porto SAD surgem entre as empresas com maiores perdas.

 

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