Casos recuperados registam aumento superior a 90% desde o início do desconfinamento

Declarações prestadas na conferência de imprensa diária da DGS desta sexta-feira, que actualiza os últimos desenvolvimentos sobre a pandemia da Covid-19 em Portugal.

Simone Silva

O secretário de estado da saúde, António Sales, refere, na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS), desta sexta-feira, que desde o dia 1 de Março foram realizados mais de 600 mil testes de diagnóstico à Covid-19 em Portugal.

«O desconfinamento não significou um relaxamento na testagem», segundo o responsável, que revela que a 13 de Maio foram feitos cerca de 17.500 testes, o dia com maior testagem desde o inicio da epidemia. A rede é composta por 78 laboratórios, segundo o responsável.



Desde o dia 4 de Maio, altura em que começou o processo de desconfinamento, «assistimos a uma redução de mais de 17% do números de doentes em internamento hospitalar e de 16% do número de doentes em cuidados intensivos». Os casos recuperados registaram um aumento superior a 90%, desde o mesmo dia, segundo António Sales.

Relativamente à fase de desconfinamento, «achamos que não é altura para balanços, porque estamos numa monitorização permanente do surto e do impacto das medidas, para criar um impacto de segurança nos cidadãos», refere António Sales.

O responsável garante que sempre que um doente Covid-19 testa positivo, todos os seus contactos são testados e monitorizados «exaustivamente». «Todos os profissionais de saúde estiveram sempre protegidos e seguros», afirma o responsável.

«Partiu hoje para S. Tomé e Príncipe uma equipa do INEM para prestar apoio ao Serviço Nacional de Saúde do país, no combate à Covid-19», revela António Sales.

Na conferência estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que revela que o Rt total de Portugal fixa-se em 0.97, com poucas variações regionais, ainda que a região Centro tenha verificado uma variação de 1,03.

86,6% dos óbitos são acima dos 70 anos, a pessoa mais nova que morreu centra-se na faixa etária entre os 20 e os 29 anos de idade, segundo a responsável. A grande maioria dos óbitos regista doenças graves associadas, «no entanto em casos muito esporádicos, o médico não registou qualquer doença».

Relativamente à síndrome respiratória infantil rara, «Portugal reportou internacionalmente o único caso que registou, foi uma criança que evoluiu bem e já teve alta», informa Graça Freitas.

No que diz respeito à hidroxicloraquina «é um medicamento que deve ser usado de acordo com as indicações médicas e sabemos através do Infarmed, que até à data não foram reportadas reacções adversas», afirma a directora geral da saúde.

Portugal regista actualmente 1.190 vítimas mortais, mais seis nas últimas 24 horas, e ainda 28.583 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, uma subida de 264 face ao dia anterior, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado há instantes pela DGS.

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