No debate desta quinta-feira, na Assembleia da República, sobre o Programa de Estabilidade (PE), o ministro da Finanças anunciou as mais recentes projeções que apontam para um impacto de 6,5 pontos percentuais no PIB.
Recordando que a economia portuguesa evoluiu como estimado, com janeiro e fevereiro a exibir uma subida da receita fiscal, receita contributiva e da generalidade dos indicadores económicos, com a taxa do desemprego a cair no final de fevereiro para 6,4%, Mário Centeno adiantou que em abril se assistiu a um alteração “profunda” com a pandemia da covid-19 a ter um “impacto massivo no mercado de trabalho, na economia e nas contas públicas”.
Apesar de considerar que Portugal está hoje “mais robusto e bem preparado”, sobre este impacto massivo desconhece-se a sua “intensidade e extensão no tempo”, Assim, “este é na verdade um dos momentos mais críticos paara a sociedade portuguesa nas últimas décadas”.
Este Programa de Estabilidade “não pretende responder a desequilíbrios macro económicos ou a défices excessivos”, frisou Centeno, sendo que esta versão é “distinta” da apresentada anteriormente, por força do momento “também ele distinto” que vivemos agora.
Segundo o ministro das Finanças, a avaliação do impacto do confinamento a que mundo e o país só será possível fazer mais tarde e retorno à trajetória de crescimento económico e sustentável só será possível quando a crise sanitária e os seus efeitos económicos e sociais forem debelados.
Assim, este Programa apresenta uma estimativa do impacto no crescimento económico das medidas de confinamento social com base em informação setorial sobre a adesão ao regime de lay-off simplificado.
O Governo estima assim quem em média, por cada 30 dias de confinamento, gerem um impacto negativo no PIB de 6,5 pp, e para mitigar impacto negativo o Governo tem vindo a adotar um conjunto diverso de medidas. Medidas estas orçamentadas em cerca de 2 mil milhões de euros, por mês.








