Desconfinamento em Portugal “está a ser muito contido”. Indicador de contágio está em 0.98

O Presidente da República, Governo, políticos e especialistas reuniram hoje para debater a nova fase de desconfinamento em Portugal.

Sónia Bexiga

“Da experiência de outros países, e já são alguns, a primeira conclusão, é que o ‘R’ não mudou muito, o desconfinamento não teve consequências sensíveis em termos de surto”, afirmou o Presidente da República, no final da reunião com especialistas, no Infarmed, esta sexta-feira.

A estas previsões provisórias, em Portugal, a partir de 3 de maio “foi muito contido e os portugueses foram sensíveis ao que lhes foi pedido de fazer a abertura por pequenos passos”, acrescentou Marcelo



Segundo o Presidente, ainda não foi possível ter muitos dados que permitam tirar “conclusões firmes”, e “como a contenção foi muito elevada estamos num processo sem grandes alterações”, já que temos um curto espaço de tempo, em que só passaram seis dias de incubação e oito dias de reporte às autoridades sanitárias.

Quanto ao indicador de contágio , o ‘R’ informou que se encontra em 0.98, na média nacional, tendo se situado em torno de 1 nos últimos cinco dias. Este indicador, esclareceu, é mais elevado na Região de Lisboa e Vale do Tejo do que na Região Centro, “e aí mais elevado do que na Região Norte onde é o mais baixo, mantendo-se em 0.91”, acrescentou.

Para o Presidente, seguem-se dois “momentos significativos”: o próximo dia 18, com uma série aberturas entre algumas escolas, restaurantes e estabelecimentos comerciais, e depois o momento de 1 de junho, com o regresso ao trabalho de muitos que se encontram em teletrabalho, com mais abertura em termos escolares e comércio.

O Presidente salientou ainda que foi confirmada a tendência de diminuição de casos internados e de internados em cuidados intensivos, bem como de letalidade (número de óbitos), o que significa que “existe uma boa comunicação entre os portugueses e as autoridades de saúde e que os passos que estão a ser dados corresponde a esta intensidade do diálogo”.

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