Nas orientações já enviadas para as creches e profissionais do sector, prevê-se um distanciamento de entre um metro e meio e dois metros entre as crianças dentro das salas, durante as refeições e as sestas, a partir de 18 de Maio. As regras aplicam-se quer para as creches como para as amas, avança a rádio “Renascença”, que teve acesso a um documento oficial.
Neste mesmo documento, é referido que os profissionais devem usar «máscara cirúrgica», assim como crianças com idade superior a seis anos. Abaixo desta idade a máscara não é permitida.
Os pais não podem entrar nas creches. A entrega e recepção das crianças ser feita de forma individual.
As instituições devem definir turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação. É também recomendado que se reduza ao essencial os contactos próximos com as crianças e que só possam ir duas crianças à casa de banho ao mesmo tempo.
Nas salas em que as crianças se sentem no chão, os sapatos deverão ser deixados à entrada. Mais: os pais devem disponibilizar calçado para uso exclusivo no interior das creches. Deve ainda existir um dispensador de gel desinfectante por sala.
Os profissionais devem tentar garantir que as crianças não partilham objectos, bem como o material individual necessário para cada actividade. Devem ser retirarados todos os acessórios não essenciais para as actividades lúdico-pedagógicas e reforçar a limpeza e desinfecção em todos os outros. Os brinquedos pessoais em casa.
Para as crianças que não se deslocam sozinhas e que precisem de estar em berços, espreguiçadeiras ou semelhante, a instituição é responsável por atribuir um equipamento por criança.
As autoridades apelam também à não utilização de sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação e que, sempre que possível, seja feito o arejamento nocturno das instalações.
Deve também existir uma área de isolamento para casos suspeitos de Covid-19, com circuitos definidos e isoláveis.
Antes mesmo da abertura das creches, as instalações devem ser limpas e desinfectadas e todos os profissionais sujeitos a testes de rastreio de Covid-19. No caso das amas, também os seus familiares têm de ser sujeito ao despiste ao novo coronavírus.
Portugal contabiliza já 1.144 mortes associadas ao novo coronavírus (mais nove do que no domingo) e 27.679 infectados, (+98), segundo o mais recente boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde.
O país está desde 3 de Maio em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência, que começou a 19 de Março. Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 283 mil mortos e infectou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Quase 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.









