Bernard Arnault, o multimilionário de 71 anos dono da empresa de luxo ‘LVMH’, que inclui marcas como a Dior, Fendi e Louis Vuitton, é o homem mais rico da Europa, mas é também um dos que mais perdeu com a pandemia da Covid-19, numa altura em que as acções da empresa caíram 19% e o seu património foi reduzido em mais de 30 mil milhões de dólares, de acordo com o índice de multimilionários da agência ‘Bloomberg’.
Ainda assim, o empresário não desanima, reforçando o seu trabalho na tentativa de recuperar o que perdeu. «Ele está a posicionar-se de forma a regressar aos ganhos, assim que o mercado voltar ao crescimento», afirmou Mario Ortelli, sócio-fundador da consultoria de luxo Ortelli & Co., em Londres citado pela ‘Bloobmerg’.
O maior motor da empresa é a marca Louis Vuitton que apresenta margens de lucro de até 45%, contribuindo assim para reforçar o nome de Arnault na associação a produtos de luxo.
Contudo, o empresário não conseguiu escapar à crise do novo coronavírus que fez com que a economia a nível global entrasse na pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.
A maioria das lojas do multimilionário foram obrigadas a encerrar temporariamente durante mais de um mês, o que fez com que as receitas registassem perdas multimilionárias. O champanhe Dom Perignon, que produz cerca de 20% do produto no mundo inteiro, verificou uma quebra acentuada nas suas vendas devido ao cancelamento de espectáculos e eventos de luxo. O perfume ‘J’adore Dior’ também tem registado menos vendas, já que não é uma prioridade actualmente.
Apesar de toda esta crise, o empresário mantém a intenção de adquiri a Tiffany & Co., por 16 mil milhões de dólares, naquela que será a maior compra de sempre na indústria de luxo. Não existe qualquer indicador de que o multimilionário queira desistir do negócio.
Também o director financeiro da LVMH, Jean-Jacques Guiony, continua positivo e confiante na equipa: «Somos muito orientados a longo prazo. Durante uma crise, muitas pessoas dizem que as coisas nunca mais serão as mesmas, mas ainda estamos confiantes», afirmou em entrevista.
Para já, tudo indica que esta perda não é motivo de preocupação para o empresário de luxo, visto que as suas marcas, conjugadas com as margens elevadas de cerca de 9 mil milhões de euros dão-lhe flexibilidade para enfrentar a crise da Covid-19 e ainda para continuar a alargar o seu império.








