Costa põe os pontos nos «is»: «Não houve atrasos» nos pagamentos de ‘lay-off’. «Está tudo pago»

«Não houve atrasos» nos pagamentos de lay-off que deram entrada até dia 30 de Abril, assegurou o primeiro-ministro, António Costa, em resposta ao deputado do CDS, Telmo Correia. «Os pedidos serão pagos até 15 de Maio.»

Ana Rita Rebelo

«Não houve atrasos» nos pagamentos de lay-off que deram entrada até dia 30 de Abril, assegurou o primeiro-ministro, em resposta ao deputado do CDS, Telmo Correia, que abriu o debate quinzenal a questionar o primeiro-ministro sobre a falta de cumprimento de prazos no pagamento do lay-off.

«Está tudo pago num universo total de 64 mil empresas e 493 mil trabalhadores», detalhou o chefe do Governo, salientando que «em mês e meio os funcionários da Segurança Social fizeram o que levaria 187 anos a tratar». «Não é legítimo que na actual fase que estamos atacar pessoas que são funcionários públicos do Estado que estão a dar o seu melhor», atirou Costa, referindo-se às afirmações do CDS sobre a Segurança Social (SS). «São pessoas que também têm doenças e filhos a cargos.



Telmo Correia esclareceu, logo de seguida, que referia-se às «promessas» do Governo e não aos funcionários da SS. «Escolheu ir pela banca», disse o deputado do CDS, atirando depois: «Acha normal que de 100% de empresas 3% estejam a receber? E que os apoios sejam 1,2% do total que é pedido e necessário?». Para o deputado, as linhas de crédito «são claramente insuficientes».

Costa apenas salientou que a SPGM – Sociedade de Investimento já deu 4.700 milhões de euros de garantias. E, mais à frente no debate, afirmou: «Um tempo médio de decisão de dezasseis dias no caso do lay-off não se pode considerar que seja exagerado.

Questionado sobre quando foram iniciadas as «compras necessárias» para responder à pandemia, Costa admitiu «muitas dificuldades», à semelhante do que é sentido por outros países, incluindo europeus. Porém, o CDS anunciou que irá propor uma comissão eventual de acompanhamento de matérias relacionadas com a Covid-19.

Portugal contabiliza já 26.715 infectados por Covid-19 (mais 533 do que na quarta-feira) e 1.105 mortes associadas à doença (+16), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

O país está desde domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência, que começou a 19 de Março. Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infectou acima de 3,7 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo um balanço da agências de notícias “France-Press”, a partir de dados oficiais. Pelo menos 1.179.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial. Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

*Notícia actualizada às 15:39

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.