Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão atendendo ao cessar-fogo de duas semanas no Médio Oriente e ao início de negociações, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.
Segundo o ministro, Espanha quer juntar-se “a esse esforço pela paz” e vai reabrir a embaixada em Teerão, que fechou temporariamente em 07 de março, na sequência do início da guerra, desencadeada com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão.
“São duas semanas que temos pela frente, durante as quais esperemos que todos apostem pela negociação, como faz Espanha desde o primeiro dia”, acrescentou Albares, que falava a jornalistas, em Madrid.
Albares disse na quarta-feira, depois de conhecido o acordo de cessar-fogo e de serem anunciadas negociações no Paquistão, que “Espanha não vai poupar esforços para apoiar” o trabalho de mediação do governo paquistanês e para “que se abra caminho à diplomacia”.
Espanha saudou na quarta-feira o cessar-fogo no Médio Oriente, mas considerou inaceitável que o Líbano, alvo de uma ofensiva militar de Israel, tenha ficado fora do acordo e apelou à diplomacia.
“O Governo de Espanha não aplaudirá aqueles que incendeiam o mundo por se apresentarem [agora] com um balde [de água]. O que é preciso agora é diplomacia, legalidade internacional e PAZ”, escreveu o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, na rede social X.
Sánchez defendeu que “um cessar-fogo é sempre uma boa notícia”, mas “o alívio momentâneo não pode fazer esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas”.
Noutra publicação, Sánchez condenou que precisamente no dia do anúncio de um cessar-fogo, Israel tenha lançado o “ataque mais duro contra o Líbano”.
“O desprezo” do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, “pela vida e pelo direito internacional é intolerável”, considerou Sánchez, antes de dizer que “o Líbano deve fazer parte do cessar-fogo” e que “não deve haver impunidade perante estes atos criminosos”.
OS EUA e o Irão anunciaram na quarta-feira um cessar-fogo durante duas semanas e negociações para um acordo de paz no Paquistão, a partir de 10 de abril.
A guerra do Irão, iniciada a 28 de fevereiro de 2026, marcou uma escalada no Médio Oriente devido aos ataques iniciais dos Estados Unidos e Israel sobre alvos militares e nucleares iranianos, incluindo na capital, Teerão, e também à resposta iraniana.






