Apesar do aumento da sensibilização para a prevenção de incêndios, a maioria dos proprietários em Portugal continua a adiar a limpeza dos seus terrenos, mesmo perante um ano que se antevê particularmente exigente. A conclusão resulta de um inquérito realizado pela plataforma Fixando a 2.000 utilizadores, entre 30 de março e 2 de abril.
Segundo os dados, 88,6% dos inquiridos afirmam que tencionam limpar os seus terrenos em 2026. No entanto, a maioria admite que só o fará próximo do prazo limite, mantendo um padrão de comportamento já verificado em anos anteriores.
Ano exigente aumenta risco de incêndio
O contexto climático recente contribui para agravar o risco. Um inverno marcado por elevados níveis de precipitação e sucessivas tempestades levou ao crescimento de vegetação espontânea, à queda de árvores e à acumulação de detritos.
Este cenário reforça a importância da limpeza atempada como medida de prevenção. Ainda assim, a perceção de risco nem sempre acompanha a realidade: 75% dos proprietários indicam que as tempestades não tiveram impacto nos seus terrenos, um dado que contrasta com as condições observadas.
Miguel Mascarenhas, cofundador da Fixando, sublinha que “a grande maioria dos proprietários em Portugal está já consciente da importância da limpeza de terrenos, mas continua a adiar esta tarefa crítica”, defendendo que este é o momento ideal para agir, seja por meios próprios ou recorrendo a profissionais.
Consciência cresce, mas comportamento mantém-se
O estudo aponta para uma crescente consciencialização sobre a importância da limpeza de terrenos. Cerca de 72,7% dos inquiridos consideram que o tema tem hoje a mesma relevância do que no ano passado, enquanto 22,7% afirmam que é ainda mais importante.
Apesar disso, o comportamento pouco evoluiu. Três em cada quatro proprietários (75%) dizem que vão realizar a limpeza na mesma altura de sempre, e apenas 15,9% admitem antecipar essa intervenção.
Preço lidera critérios na escolha de serviços
Na contratação de profissionais para limpeza de terrenos, o preço continua a ser o fator mais determinante. É referido por 63,6% dos inquiridos como principal critério de decisão, seguido pela rapidez de execução (43,2%) e pela experiência (38,6%).
Esta sensibilidade ao custo reflete-se também nos orçamentos disponíveis. Uma parte significativa dos proprietários pretende gastar menos de 250 euros, enquanto apenas uma minoria admite investir valores entre 500 e 1.000 euros, mesmo quando se trata de terrenos de grande dimensão.
Quase metade dos terrenos analisados (47,7%) tem mais de 5.000 metros quadrados, o que aumenta a complexidade das operações de limpeza e o risco associado à sua falta. Além disso, 48,9% localizam-se em zonas rurais, áreas particularmente vulneráveis a incêndios.
Procura por profissionais está a aumentar
Apesar da sensibilidade ao preço, cresce a procura por serviços especializados. De acordo com o inquérito, 47,7% dos proprietários pretende contratar profissionais para realizar a limpeza, enquanto 36,4% planeia fazê-lo por conta própria.
Este aumento da procura está associado, sobretudo, à dimensão dos terrenos e à exigência técnica das intervenções necessárias, reforçando o papel dos serviços especializados na prevenção de incêndios.
Plataforma aposta no empreendedorismo e na ligação entre clientes e especialistas
Fundada em 2017, a Fixando é uma plataforma online que liga clientes a especialistas em diversas áreas de serviços. Com mais de 60 mil profissionais, pequenas empresas e freelancers registados, posiciona-se como uma ferramenta relevante para a angariação de clientes e crescimento de negócios.
A empresa destaca-se pela aposta na transparência e segurança do processo de contratação, através de perfis verificados e de um sistema de avaliações, promovendo simultaneamente o empreendedorismo e a criação de novas oportunidades no mercado de serviços.




