O livro da programação artística da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27 será apresentado às instituições europeias, em Bruxelas, no final de novembro ou início de dezembro deste ano, indicou hoje a presidente da associação gestora.
Na cerimónia realizada no Teatro Garcia de Resende, em Évora, Maria do Céu Ramos, presidente da Associação Évora 2027, entidade que gere a CEC na cidade alentejana, disse que o livro com a programação artística do próximo ano será apresentado ainda este ano “em Bruxelas às instituições europeias”.
“Designadamente à Comissão [Europeia] e ao Painel de Peritos que faz o acompanhamento detalhado, exaustivo e de rigorosa monitorização do que estamos a fazer”, referiu, apontando que essa entrega deve acontecer “provavelmente em final de novembro ou princípio de dezembro”.
Mas, antes desse momento, há outras datas a reter “na agenda”, revelou Maria do Céu Ramos na cerimónia pública no centenário teatro da cidade alentejana, que serviu para apresentar a programação de Évora_27 até final deste ano.
Em Liepaja, cidade da Letónia que também vai ser CEC em 2027, tal como Évora, vão ser apresentadas, em setembro, “as grandes linhas do que será o programa” de Évora_27, anunciou a presidente da associação, revelando que, a seguir, em novembro, o programa será apresentado em detalhe em Évora.
“Ser Capital Europeia da Cultura é um grande projeto de criação, de arte e de cultura da nossa identidade, da nossa cidade e da nossa região”, destacou.
Mas, de acordo com Maria do Céu Ramos, ao mesmo tempo, “é também sobre a construção europeia, uma Europa de valores em tempo de grandes desafios e de grandes ameaças”.
“E é também uma afirmação da importância da diversidade cultural para aproximar os cidadãos e as instituições da construção de uma Europa que, para ter futuro, precisa de todos nós”, argumentou.
E necessita, frisou a presidente da Associação Évora 2027, que a CEC na cidade alentejana “seja um grande momento de afirmação, de criação e de respiração cidadã”.
Na sua intervenção, a mesma responsável indicou ainda que estão em marcha 13 projetos no terreno e que, no mês de abril, vai ser concluída “a contratação dos restantes, para que possam começar a pôr as mãos na obra, na sua obra de arte e de cultura”.













