Universidade Portucalense: Novas competências para um mercado em transformação

A formação executiva está a adaptar-se a um contexto empresarial mais exigente, marcado pela transformação digital, pela sustentabilidade e por novas competências de liderança.

Executive Digest

A formação executiva está a adaptar-se a um contexto empresarial mais exigente, marcado pela transformação digital, pela sustentabilidade e por novas competências de liderança.

Num contexto empresarial marcado por mudanças tecnológicas aceleradas, novas exigências de sustentabilidade e crescente pressão competitiva, a formação executiva tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento de competências estratégicas e na progressão de carreira dos profissionais. As escolas de negócios procuram hoje alinhar os seus programas com as necessidades das organizações, preparando líderes capazes de tomar decisões informadas em ambientes complexos e em constante evolução.

Na Portucalense Business School, os programas de MBA e pós-graduação são criados com esse propósito. Como explica Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da instituição, «os programas da Portucalense Business School são concebidos para profissionais que se encontram em diferentes etapas da sua trajectória, seja em contexto de progressão na carreira, seja em processo de transição ou reorientação profissional».

A avaliação do impacto destes programas faz-se através de vários indicadores relacionados com a evolução profissional dos participantes e com os resultados das organizações onde trabalham. «A progressão na categoria profissional ou a mudança de função — quer dentro da mesma empresa, quer noutra organização — constituem sinais claros da relevância da nossa oferta formativa, demonstrando a capacidade de resposta às exigências do mercado e às expectativas dos profissionais», afirma.

Além da progressão na carreira, a instituição acompanha outros indicadores que permitem medir a relevância da formação executiva no desenvolvimento profissional. «A elevada taxa de recomendação dos nossos cursos, bem como o crescimento sustentado do número de edições, reflectem a excelência, o rigor e a qualidade que caracterizam as diferentes áreas da formação executiva da Portucalense Business School», acrescenta.

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Outro sinal do impacto da formação é o crescimento da procura por programas desenvolvidos à medida das empresas. «A formação customizada tem registado um crescimento consistente, tanto junto de empresas com quem já colaboramos como junto de novos parceiros. Este facto constitui um indicador inequívoco da confiança depositada na Portucalense Business School e do impacto efetivo da formação executiva no desenvolvimento e na competitividade das organizações», sublinha Marta Lopes Ferreira.

A actualização permanente dos programas é também um dos pilares da estratégia da instituição. «Importa ainda salientar que, anualmente, procedemos a uma análise e actualização dos conteúdos programáticos», refere a responsável, explicando que esta revisão regular permite assegurar que os programas acompanham a evolução do mercado e respondem às novas exigências das organizações.

Alinhamento permanente com o mercado

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A ligação ao tecido empresarial é um dos elementos centrais na concepção dos programas. De acordo com Marta Lopes Ferreira, «a qualidade e a excelência da formação da Portucalense Business School assentam numa lógica de alinhamento estratégico permanente com o mercado».

Os coordenadores dos cursos acompanham de forma sistemática a evolução dos diferentes sectores, as prioridades das organizações e as tendências emergentes da gestão. «Mais do que acompanhar o mercado, procuramos antecipar a sua evolução», afirma.

Esse acompanhamento é complementado por uma articulação próxima com empresas e parceiros estratégicos, que participam na definição e desenvolvimento dos programas. «A actualização contínua dos conteúdos programáticos resulta de uma articulação próxima com empresas e parceiros estratégicos, permitindo-nos ajustar competências, metodologias, abordagens pedagógicas às dinâmicas reais do contexto empresarial», explica.

A proximidade ao mundo empresarial manifesta-se também através de parcerias nacionais e internacionais que contribuem para reforçar a relevância e aplicabilidade dos programas. «O reforço e a expansão das parcerias, a nível nacional e internacional, constituem um eixo central da nossa estratégia. Esta proximidade ao tecido empresarial garante relevância, aplicabilidade e impacto mensurável na performance dos profissionais e das organizações », refere.

A proposta pedagógica assenta igualmente na combinação entre conhecimento académico e experiência prática. «Reunimos um corpo docente composto por académicos, empresários, consultores e gestores de topo, criando um ecossistema de aprendizagem que privilegia a aplicação prática, a resolução de desafios reais e a imersão em contextos empresariais concretos», afirma Marta Lopes Ferreira.

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Entre as competências comportamentais que têm vindo a ganhar maior relevância na formação executiva está o pensamento crítico. «É fundamental que os profissionais sejam capazes de questionar pressupostos, identificar oportunidades, avaliar evidências com rigor e decidir com base numa análise estruturada», explica.

De acordo com a responsável, «num contexto marcado pela evolução acelerada da Inteligência Artificial e pela abundância de dados disponíveis, torna-se ainda mais essencial desenvolver uma capacidade analítica robusta para a obtenção de decisões acertadas, inovadoras e diferenciadoras no mercado».

Além do pensamento crítico, a inteligência emocional assume hoje um papel central na gestão de equipas e na liderança organizacional. «Os profissionais são hoje avaliados não apenas pela qualidade técnica das suas decisões, mas também pela forma como mobilizam pessoas, constroem relações de confiança e gerem tensão, pressão e conflitos», refere.

A adaptabilidade e a agilidade são igualmente competências valorizadas num ambiente de mudança permanente. «A rapidez da mudança tecnológica e a exigência de inovação contínua impõem a necessidade de transferir o conhecimento para diferentes contextos e sua adaptação aos constantes desafios», sublinha Marta Lopes Ferreira.

Sustentabilidade, digitalização e visão global

Nos últimos anos, a formação executiva tem também vindo a integrar de forma mais estruturada temas como sustentabilidade, critérios ESG e transformação digital. Segundo Marta Lopes Ferreira, esta evolução reflecte as mudanças profundas que têm marcado o mundo empresarial.

«Nos últimos dois anos, a formação executiva passou por mudanças muito relevantes para conseguir responder às necessidades dos profissionais, do mercado de trabalho e das organizações», afirma. «Sofremos mudanças consideráveis na forma como consumimos e como trabalhamos».

Perante este cenário, os programas foram adaptados para integrar novas áreas de conhecimento e novas metodologias pedagógicas. «Foi necessário incorporar temas de elevada importância como a transformação digital, a inovação e a sustentabilidade (ESG). Os programas foram redesenhados e tornaram-se mais práticos e personalizados, com recurso a novas metodologias baseadas em problemas reais e mentorias », explica.

A digitalização também teve impacto nos formatos de aprendizagem. «A digitalização impulsionou os formatos híbridos e blended, promovendo uma cultura de “life long learning”, de aprendizagem contínua», acrescenta.

Hoje, sustentabilidade, ESG e transformação digital são tratados como dimensões estratégicas da gestão empresarial. «A sustentabilidade, critérios ESG e a transformação digital deixaram de ser temas acessórios para se afirmarem como dimensões estruturais da estratégia empresarial», afirma Marta Lopes Ferreira.

Nos programas da escola, estes temas são integrados de forma transversal, «não como áreas isoladas, mas como eixos estratégicos que atravessam disciplinas como estratégia, finanças, operações e liderança», explica.

O objectivo é desenvolver competências que permitam aos profissionais liderar processos de mudança nas organizações. «Mais do que transmitir conhecimento técnico, procuramos formar profissionais capazes de integrar sustentabilidade e digitalização nas decisões estratégicas, equilibrando o desempenho financeiro, a responsabilidade social e a inovação».

A dimensão internacional é igualmente considerada essencial no desenvolvimento destas competências. Iniciativas como a International Week em Paris permitem aos participantes contactar com outras realidades empresariais e reforçar a sua capacidade de decisão estratégica.

«Vivemos numa era de abundância informação, pelo que a qualidade da decisão tornou-se o principal factor competitivo e diferenciador. É importante ter uma visão global de modo a que o profissional decida com impacto», afirma Marta Lopes Ferreira.

Segundo a responsável, «as experiências internacionais proporcionam aos participantes o contacto com realidades económicas e abordagens empresariais distintas, desafiando-os a analisar cenários a partir de múltiplas perspetivas».

Esse contacto com ambientes multiculturais contribui também para o desenvolvimento de competências essenciais para a liderança global. «Ao interagir com equipas multiculturais, os profissionais desenvolvem competências de comunicação intercultural, negociação e adaptabilidade, essenciais para liderar com eficácia em ambientes globais», explica.

Redes de contacto e impacto nas carreiras

Outro elemento importante da experiência formativa é o desenvolvimento de redes de contacto entre alunos, alumni, docentes e empresas. Para facilitar essa ligação, a Universidade Portucalense criou uma plataforma dedicada à sua comunidade.

«A Universidade Portucalense desenvolveu a plataforma Connect2UPT, que é uma rede interna exclusiva à comunidade da Portucalense, composta por Alumni e as diferentes empresas parcerias (nacionais e internacionais), na qual são divulgadas oportunidades de carreira, desenvolvimento de networking e mentoria», explica Marta Lopes Ferreira.

Para a responsável, o valor da formação executiva mede-se sobretudo pelo impacto que tem nas carreiras dos participantes e nas organizações onde trabalham. «Trabalhamos os nossos programas com um objectivo, o de contribuírem para o crescimento profissional de cada participante », afirma.

Nesse sentido, a instituição procura acompanhar os profissionais ao longo do seu percurso e adaptar os programas aos seus objectivos. «Consideramos essencial que os programas sejam inovadores e diferenciadores. No entanto isto não é suficiente. É essencial que os participantes sejam acompanhados de uma forma individual, consoante os seus objectivos profissionais e o sector de actuação».

O objectivo, conclui Marta Lopes Ferreira, é que a formação tenha efeitos concretos no desempenho das organizações. «É essencial que os programas tenham impacto na vida profissional e nas empresas que cada um integra».

Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & Formações de Executivos”, publicado na edição de Março (n.º 240) da Executive Digest.

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