A possibilidade de os Estados Unidos abandonarem a NATO voltou ao centro do debate político, após o presidente americano, Donald Trump, admitir que está a considerar essa hipótese — embora reconheça que não depende apenas da sua decisão.
De acordo com o jornal ‘El Español’, uma eventual saída da Aliança Atlântica exige aprovação do Congresso americano. Para avançar, seria necessária uma maioria de dois terços no Senado ou a aprovação de legislação por ambas as câmaras, um cenário politicamente complexo.
Apesar de os republicanos controlarem o Congresso, não há garantias de alinhamento interno. A NATO tem sido um pilar da política externa dos EUA durante décadas, e uma rutura poderá gerar divisões profundas dentro do próprio Partido Republicano.
Mais adiante, sublinhou a publicação do país vizinho, o risco político para Trump é elevado: uma tentativa falhada de saída da NATO poderia enfraquecer a sua posição interna, sobretudo num momento em que se aproximam eleições legislativas decisivas. O novo Congresso tomará posse em janeiro de 2027, o que aumenta a pressão temporal sobre qualquer decisão desta magnitude.
O tema surge num contexto de crescente tensão internacional, com os Estados Unidos envolvidos num conflito com o Irão e a pressionarem aliados para um maior envolvimento. Ainda assim, o debate sobre a NATO revela que as limitações institucionais nos EUA continuam a desempenhar um papel central na definição da política externa.
Além disso, a discussão expõe uma tensão estrutural entre a estratégia presidencial e o sistema político americano: mesmo com uma posição forte da Casa Branca, decisões estratégicas como a saída de alianças internacionais dependem de equilíbrios legislativos difíceis de alcançar.
Num momento de instabilidade global, o futuro dos EUA na NATO não está apenas nas mãos do presidente, mas sobretudo na capacidade de reunir apoio político suficiente no Congresso — um obstáculo que poderá ser determinante para o desfecho desta questão.








