Uma semana após a eleição de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão, a ausência prolongada do novo dirigente da vida pública está a alimentar especulações sobre o seu estado de saúde. O jornal espanhol ’20 Minutos’ relata que um diário kuwaitiano afirma que o líder iraniano terá sido secretamente transportado para Moscovo para ser submetido a uma cirurgia, numa operação que terá contado com a intervenção direta do presidente russo, Vladimir Putin.
De acordo com o ’20 Minutos’, o jornal kuwaitiano ‘Al-Jarida’ garante que foi o próprio Vladimir Putin quem tomou a iniciativa de retirar o ayatollah do Irão, organizando o transporte num avião militar russo até Moscovo. A operação teria sido conduzida sob forte sigilo e o dirigente iraniano teria sido levado para uma das residências presidenciais do líder russo, onde terá sido submetido a uma intervenção cirúrgica descrita como “bem-sucedida”.
A ausência de Mojtaba Khamenei desde a sua eleição tem gerado rumores intensos. Segundo informações divulgadas esta semana por responsáveis dos Estados Unidos e de Israel, o novo líder iraniano poderá ter ficado gravemente ferido durante os ataques associados à chamada Operação Fúria Épica, havendo mesmo relatos que apontam para a perda de uma ou ambas as pernas e para um eventual estado de coma.
Apesar dessas informações, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão assegurou este domingo que o novo líder supremo está em “perfeita saúde” e continua a dirigir as operações do país. Ainda assim, segundo o ’20 Minutos’, o ‘Al-Jarida’ sustenta que uma fonte de alto nível próxima de Khamenei confirmou a evacuação para a Rússia, alegando que os ferimentos exigiam tratamento num hospital altamente especializado.
Segundo essa mesma fonte, a decisão de retirar o líder iraniano do país teria sido tomada após um contacto telefónico entre Vladimir Putin e as autoridades iranianas. O dirigente teria sido transportado para Moscovo na mesma noite, numa operação justificada pela impossibilidade de garantir tratamento adequado no Irão, num momento em que o país continua a ser alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel.







