Notas pequenas e moedas: especialistas explicam quanto dinheiro deve ter em casa para emergências

Ter algum dinheiro em numerário guardado em casa pode fazer a diferença em situações de emergência.

Executive Digest

Ter algum dinheiro em numerário guardado em casa pode fazer a diferença em situações de emergência. A recomendação tem vindo a ser reforçada por várias instituições financeiras europeias e é agora reiterada por Natália Nunes, especialista da DECO PROteste, que aconselha as famílias a manter pequenas reservas em dinheiro físico.

Em declarações à ‘TVI’, a responsável explicou que o valor não precisa de ser elevado. A sugestão passa por guardar entre 70 e 100 euros por adulto e cerca de 30 euros por criança, preferencialmente em notas de baixo valor e moedas, para facilitar pagamentos imediatos em caso de necessidade.

Conselho segue recomendações de bancos centrais

A recomendação surge numa altura em que várias entidades financeiras alertam para a importância de ter dinheiro disponível fora do sistema bancário digital. Depois do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu, também o Banco Central da Suécia aconselhou recentemente os cidadãos a manter algum numerário em casa para situações imprevistas.

Estes alertas surgem no contexto de riscos como apagões elétricos, ciberataques ou falhas nos sistemas de pagamento eletrónicos, que podem impedir temporariamente o acesso a contas bancárias ou a meios digitais de pagamento.

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Dependência dos pagamentos digitais aumentou

O tema ganhou relevância após episódios recentes em que muitos consumidores tiveram dificuldades em pagar compras ou levantar dinheiro. O Banco de Portugal referiu, num documento oficial divulgado após o apagão de 28 de abril, que é prudente manter algum dinheiro físico disponível para responder a situações inesperadas.

A crescente digitalização dos pagamentos também contribui para essa vulnerabilidade. Muitos portugueses utilizam hoje apenas o telemóvel para realizar pagamentos, recorrendo a aplicações como o MB Way, e chegam a sair de casa sem dinheiro ou cartões bancários.

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Pequena reserva pode garantir despesas básicas

Segundo Natália Nunes, o objetivo não é regressar aos tempos em que as pessoas guardavam grandes quantias em casa. A recomendação passa antes por manter um pequeno valor que permita responder a necessidades imediatas, como comprar alimentos, pagar transportes ou adquirir bens essenciais durante uma falha temporária dos sistemas eletrónicos.

A especialista sublinha que esse dinheiro deve ser visto como uma rede de segurança para emergências e não como uma alternativa ao sistema bancário.

Segurança também deve ser considerada

Guardar dinheiro em casa levanta naturalmente questões de segurança. Apesar de os furtos em residências terem vindo a diminuir em Portugal, continuam a ocorrer milhares de casos por ano.

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Especialistas recomendam por isso que o dinheiro seja guardado de forma discreta e, sempre que possível, num cofre fixo. A discrição também é considerada fundamental para reduzir riscos, evitando comentar publicamente a existência de dinheiro guardado em casa.

Dinheiro parado perde valor com a inflação

Outro fator a ter em conta é que o dinheiro guardado em casa perde valor ao longo do tempo devido à inflação. Quando os preços sobem, o poder de compra do dinheiro diminui, o que significa que a mesma quantia permite comprar menos bens ou serviços.

Ainda assim, os especialistas defendem que pequenas reservas em numerário continuam a ser úteis como medida de precaução, sobretudo numa altura em que as sociedades dependem cada vez mais de sistemas digitais para realizar pagamentos.

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