O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que cerca de 140 militares norte-americanos ficaram feridos desde o início da guerra contra o Irão, um conflito que se intensificou ao longo dos primeiros dez dias de operações militares. O balanço foi divulgado esta terça-feira pelo Pentágono, que sublinhou que a maioria das lesões registadas não apresenta gravidade.
Segundo as autoridades norte-americanas, os ferimentos ocorreram durante os ataques e confrontos associados à Operação Epic Fury, a ofensiva lançada pelos Estados Unidos no contexto da guerra com o regime iraniano.
O porta-voz principal do Pentágono, Sean Parnell, explicou em comunicado que grande parte dos militares afetados já recuperou o suficiente para regressar ao serviço ativo.
“Desde o início da Operação Epic Fury, aproximadamente 140 militares norte-americanos foram feridos ao longo de 10 dias de ataques sustentados”, afirmou.
O responsável acrescentou que a maioria dos ferimentos foi considerada ligeira, permitindo que muitos dos soldados retomassem rapidamente as suas funções.
“A vasta maioria destas lesões foi ligeira, e 108 militares já regressaram ao serviço”, declarou Parnell.
Oito militares em estado grave
Apesar de a maior parte dos ferimentos serem considerados ligeiros, o Pentágono confirmou que oito militares continuam hospitalizados em estado considerado grave.
“Oito militares permanecem listados como gravemente feridos e estão a receber o mais elevado nível de cuidados médicos”, indicou o porta-voz do Departamento de Defesa.
O número de feridos surge depois de terem sido confirmadas sete mortes entre militares norte-americanos durante os primeiros dez dias de guerra, sublinhando o custo humano crescente da operação militar.
Intensificação dos ataques no décimo dia de guerra
As autoridades norte-americanas indicam que os ataques contra o Irão continuam a intensificar-se. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou que o décimo dia da guerra poderá marcar um novo pico nas operações militares.
Segundo o governante, os bombardeamentos e ataques aéreos previstos deverão atingir uma escala sem precedentes desde o início do conflito.
Hegseth afirmou que “esta terça-feira será novamente o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irão: o maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques, com informação de inteligência mais refinada e melhor do que nunca.”
Apesar da escalada das operações militares conduzidas pelos Estados Unidos, as autoridades norte-americanas indicaram que o Irão lançou recentemente um número inferior de mísseis em comparação com os dias anteriores.
De acordo com Pete Hegseth, “as últimas 24 horas viram o Irão disparar o menor número de mísseis desde o início do conflito.”
(Em atualização)




