“Digitalizar não é dar um salto no escuro – é um processo gradual, feito de decisões informadas e ajustadas a cada empresa”, diz o CEO da Páginas Amarelas

Para muitas Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, a digitalização continua a assumir-se como uma prioridade estratégica. No entanto, o investimento necessário para concretizar a transformação digital é ainda percecionado por diversos empresários como uma barreira difícil de ultrapassar.

André Manuel Mendes

Para muitas Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, a digitalização continua a assumir-se como uma prioridade estratégica. No entanto, o investimento necessário para concretizar a transformação digital é ainda percecionado por diversos empresários como uma barreira difícil de ultrapassar.

A Páginas Amarelas defende que este processo não tem de começar com grandes orçamentos nem com soluções tecnológicas complexas. A empresa sustenta que o primeiro passo deve passar por investir melhor, em vez de simplesmente gastar mais, alertando que associar transformação digital a tecnologia dispendiosa ou a projetos longos e difíceis de implementar é um erro frequente. O ponto de partida, sublinha, deve ser sempre a estratégia e os objetivos concretos do negócio.



Entre as recomendações deixadas pela marca está a necessidade de orientar a presença digital para a geração de contactos. Para empresas com recursos limitados, garantir uma base essencial — como um website funcional, otimizado para dispositivos móveis e pensado para converter visitantes em oportunidades comerciais — pode ser determinante para potenciar resultados.

A visibilidade local é outro dos aspetos considerados críticos. Estar corretamente identificado nos motores de pesquisa, aplicações de mapas e plataformas digitais relevantes para o setor de atividade pode fazer a diferença entre ser encontrado ou ignorado por potenciais clientes.

A empresa alerta ainda para os riscos da dispersão de ferramentas. Em vez de multiplicar investimentos, as PME devem optar por soluções simples, bem integradas e alinhadas com as suas necessidades. Ferramentas básicas de gestão de contactos, análise de métricas essenciais e uma comunicação digital consistente são apontadas como suficientes para ganhar controlo e eficácia, sem aumentar a complexidade operacional.

A capacitação dos empresários e das equipas surge igualmente como um fator-chave. Compreender os dados disponíveis, saber interpretar resultados e ajustar estratégias de forma contínua pode ter um impacto mais relevante no desempenho do que a adoção constante de novas tecnologias.

“Digitalizar não é dar um salto no escuro – é um processo gradual, feito de decisões informadas e ajustadas à realidade de cada empresa”, esclarece João Souto, CEO da Páginas Amarelas. “Com o acompanhamento certo, até orçamentos reduzidos podem gerar impacto real no crescimento do negócio”, conclui.

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