O ‘country diretor’ da Xiaomi Portugal garantiu, em entrevista à Lusa, que a marca vai continuar a investir “de forma consistente” no reforço da sua presença no mercado português, onde 70% da faturação vem dos smartphones e tablets.
A Xiaomi vai continuar a “investir de forma consistente na construção da marca e no reforço da sua presença no mercado português”, asseverou Tiago Flores, adiantando que a curto prazo pretende consolidar no mercado dos telemóveis e reforçar o crescimento do ecossistema de produtos conectados.
A marca chinesa “pretende continuar a consolidar-se no mercado mobile em Portugal, com um reforço claro no segmento premium — no qual a nova geração flagship, Xiaomi 17 Series, desempenha um papel central — reforçando simultaneamente o crescimento do ecossistema de produtos conectados”, sublinhou Tiago Flores.
“A nossa ambição é consolidar a posição da marca como referência em inovação tecnológica de topo, combinando escala internacional com adaptação local e oferecendo uma proposta que cumpra a visão e estratégia global da marca de Human x Car x Home”.
A totalidade dos negócios, a faturação da Xiaomi cresceu 11% em 2025, de acordo com a marca chinesa, que não detalha valores para o mercado português.
Em 2025, “a faturação da Xiaomi aumentou face ao período homólogo devido à consolidação do mercado de smartphones e a um excelente desempenho dos nossos produtos de ecossistema”, afirmou o diretor da subsidiária portuguesa.
O benefício da conectividade e digitalização “é cada vez mais percebido pelos portugueses e registamos que os smartphones são a porta de entrada para a marca” para depois adquirirem um aspirador robô ou outro dispositivo, os quais estão conectados através da aplicação Xiaomi Home, que permite controlá-los à distância ou pré-programar.
“Registámos assim um crescimento de 46% no nosso negócio de ecossistema com crescimentos significativos na categoria de TV, que cresceu 47% em valor, na categoria de Watchs que cresceu cerca de 41% e na categoria de áudio que mais que duplicou o valor”, referiu Tiago Flores.
No final do ano passado, “mantivemos a mesma proporção com 70% do volume da nossa faturação proveniente dos smartphones e tablets e 30% proveniente dos restantes produtos de ecossistema”.
“Destacamos, dentro do negócio de smartphones, o crescimento de 40% no volume em unidades vendidas no segmento premium e o crescimento homólogo do negócio de tablets em 80%”, prosseguiu o responsável.
No negócio do ecossistema, Tiago Flores destacou “a consolidação da Xiaomi na primeira posição nas categorias de watchs, áudio, bands, scooters e robôs aspiradores”.
Nesse sentido, “este ponto de partida para 2026 deixa-nos entusiasmados com os próximos lançamentos da marca e com a introdução dos novos topos de gama Xiaomi 17 Series em Portugal”, sublinhou.
A Xiaomi introduziu a oferta de grandes eletrodomésticos no último trimestre de 2025 “e o primeiro impacto foi extremamente positivo porque houve uma superação dos nossos objetivos de vendas tanto no frigorífico como na máquina de lavar e secar”, referiu Tiago Flores.
“Neste momento estamos presentes nas Xiaomi Store, mas vamos aumentar a nossa presença com a introdução destas categorias em mais parceiros ainda no primeiro semestre de 2026” e “estamos também a trabalhar para aumentar o portfolio dentro das categorias que já estamos a trabalhar”.






