Irão: EUA garantem que iranianos não têm atualmente embarcações no golfo de Omã

Os Estados Unidos garantiram hoje que o Irão não possui atualmente embarcações no golfo de Omã, uma área estratégica para o comércio global de petróleo, dois dias depois do regime iraniano ter enviado uma frota de onze navios.

Executive Digest com Lusa

Os Estados Unidos garantiram hoje que o Irão não possui atualmente embarcações no golfo de Omã, uma área estratégica para o comércio global de petróleo, dois dias depois do regime iraniano ter enviado uma frota de onze navios.


“Há dois dias, o regime iraniano tinha 11 navios no Golfo de Omã. Hoje não tem nenhum. O regime iraniano tem assediado e atacado a navegação internacional no golfo de Omã durante décadas. Esses dias acabaram”, frisou o Comando Central dos EUA (Centcom) na rede social X, sem especificar a sua localização atual.


O comando partilhou ainda um vídeo de um alegado ataque a uma das embarcações iranianas, sem adiantar mais detalhes ou a data da gravação.


“A liberdade de navegação tem sido a base da prosperidade económica americana e global há mais de 80 anos. As forças americanas continuarão a defendê-la”, acrescentou.


O golfo de Omã é o único ponto de entrada e saída para o estreito de Ormuz, por onde passa diariamente mais de 20% da produção mundial de petróleo.


O Irão ameaçou bloquear o estreito após a ofensiva conjunta dos EUA e de Israel na madrugada de sábado, que resultou na morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei.


Já hoje, o general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, advertiu que irá incendiar qualquer navio que tente atravessar o estreito de Ormuz, numa entrevista à televisão estatal iraniana.


“Não permitiremos que uma única gota de petróleo saia da região”, prosseguiu o oficial de alta patente da força militar de elite do Irão.


Horas antes, a Guarda Revolucionária tinha reivindicado o ataque a um petroleiro, identificado como “Athens Nova”, um “aliado dos EUA”, no estreito de Ormuz, que, segundo os relatos, se incendiou depois de ter sido atingido por dois drones.


Na décima segunda vaga de ataques contra alvos norte-americanos, o Irão lançou ataques com 26 drones e 5 mísseis balísticos contra o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos (EAU), o Bahrein e o Estreito de Ormuz, informou a Guarda Revolucionária no seu canal de Telegram.


Segundo a Guarda Revolucionária, dois destes drones atingiram este petroleiro no estreito de Ormuz, embora a extensão dos danos seja desconhecida.


A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU, recomendou hoje que as companhias de navegação “evitem transitar pela região” do golfo Pérsico “até que as condições melhorem”, num comunicado do seu secretário-geral, Arsenio Domínguez.


Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.


O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.


Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.


Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


 

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