O comandante da Guarda Revolucionária iraniana anunciou que o Estreito de Ormuz foi encerrado e avisou que qualquer embarcação que tente atravessar esta rota estratégica será alvo de ataque. A informação foi avançada por meios de comunicação estatais iranianos, numa altura em que decorre o terceiro dia da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
Ebrahim Jabari, conselheiro sénior do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, declarou que o Estreito de Ormuz está fechado e que o Irão irá incendiar qualquer navio que tente passar. “O estreito está encerrado. Se alguém tentar atravessá-lo, os heróis da Guarda Revolucionária e da marinha regular incendiarão essas embarcações”, afirmou, segundo a imprensa estatal.
Porque é estratégico o Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz situa-se entre Omã e o Irão, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, posteriormente, ao Mar Arábico. No seu ponto mais estreito, tem cerca de 33 quilómetros de largura, sendo que a via de navegação tem aproximadamente 3 quilómetros em cada sentido.
Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa por esta rota marítima. No último ano, atravessaram diariamente o estreito, em média, mais de 20 milhões de barris de crude, condensados e combustíveis, segundo dados da empresa de análise Vortexa.
Os membros da OPEP Arábia Saudita, Irão, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do Estreito de Ormuz, sobretudo para mercados asiáticos.
O Qatar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase a totalidade do seu GNL por esta via estratégica.
O eventual bloqueio do Estreito de Ormuz poderá ter impactos significativos nos mercados energéticos globais, numa fase já marcada por forte tensão no Médio Oriente.









