O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, considera que Portugal está hoje mais bem preparado para enfrentar eventuais impactos da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, nomeadamente ao nível da energia.
Questionado sobre a subida do preço do petróleo, o governante reconheceu que “não é uma boa notícia”, mas sublinhou que o país está menos vulnerável do que no passado. “Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado. Cerca de 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis, portanto estamos menos dependentes do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal”, afirmou.
Relativamente ao gás natural, Manuel Castro Almeida mostrou-se tranquilo. “Temos reservas importantes que espero que durem para lá do tempo que é anunciado para esta guerra. Neste momento, não há nada a recear nesse respeito”, garantiu.
Sobre uma eventual intervenção ao nível do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), o ministro deixou em aberto a possibilidade de medidas caso o cenário se agrave. “O Governo estará sempre atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e as finanças públicas possam estar equilibradas”, afirmou.
Quanto à possibilidade de um Orçamento retificativo em 2026, o responsável pela pasta da Economia considerou prematuro qualquer cenário. “Isso não é um fétiche. Neste momento, é muito cedo para tomar uma posição sobre isso. Se for necessário será feito. Neste momento, não há indicadores que permitam tomar uma decisão agora, mais tarde será reavaliado e se é necessário”, declarou.







